GRANADA 28 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, manifestou publicamente nesta quinta-feira o apoio do ministério que dirige às Forças e Órgãos de Segurança do Estado, além de ter defendido a diretora-geral da Guarda Civil, Mercedes González, após a investigação que, na última quarta-feira, levou a Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil a solicitar informações ao PSOE na sede do partido na rua Ferraz, em Madri.
Em uma coletiva de imprensa em Granada, e em resposta a perguntas dos jornalistas sobre essa investigação que envolve, entre outros, o ex-secretário de Organização do PSOE, Santos Cerdán, e a gerente do partido, Ana María Fuentes, Fernando Grande-Marlaska quis diferenciar o papel do Ministério do Interior que dirige em relação ao que tinha em etapas anteriores dos governos do PP, coincidindo também com o julgamento que está ocorrendo nestes dias na Audiencia Nacional em torno do “caso Kitchen”, que mantém como réu o ex-ministro da pasta no governo do PP, Jorge Fernández Díaz.
“Ao contrário de outros governos, de outros Ministérios do Interior, este Ministério do Interior, este Governo da Espanha, o que faz é trabalhar dentro dos parâmetros da legalidade, apoiando em todos os momentos o trabalho das Forças e Corpos de Segurança do Estado, nunca utilizando-os, mas fornecendo-lhes todos os meios necessários para garantir o que eles são”, ou seja, “profissionais neutros” e “uma peça fundamental” das “sociedades democráticas”, destacou Marlaska.
Nessa linha, ele sustentou que “há uma diferença absolutamente substancial entre este Ministério do Interior, este Governo e outros governos, os do Partido Popular, no que diz respeito à defesa das Forças e Órgãos de Segurança do Estado”, e destacou que “de forma alguma” recorre à sua “utilização ou instrumentalização”.
À pergunta se “continua a afirmar que a diretora da Guarda Civil não teve nenhuma reunião com Leire Díez”, a ex-militante socialista também indiciada nesta investigação, o ministro respondeu que “a diretora da Guarda Civil não teve nenhuma reunião com nenhuma pessoa”, nem “com Leire ou qualquer outra, em termos de qualquer tipo”.
“A diretora da Guarda Civil é uma pessoa genuinamente ligada ao respeito à legalidade, ligada ao seu apoio constante ao trabalho da Guarda Civil e ligada exclusivamente a dotar a Guarda Civil dos meios necessários e precisos para que ela realize seu trabalho com a tranquilidade necessária, e em termos de neutralidade”, acrescentou Marlaska antes de completar que “é nesses parâmetros que a diretora da Guarda Civil se tem ocupado e se ocupa em todos os momentos, ao contrário de outros momentos históricos e de outros governos, como os do PP”, reforçou.
Por fim, respondendo também às perguntas dos jornalistas, o ministro quis “transmitir à sociedade” uma mensagem de “confiança no conjunto das instituições e dos poderes” do Estado, tanto no judiciário quanto no executivo e no legislativo”, e defendeu que se conta com “todos os elementos de controle de cada um” deles para que “nenhum deles atue em parâmetros que não lhe correspondam”.
“Sejamos pacientes, (estejamos) tranquilos, porque os instrumentos de controle para todos os poderes do Estado funcionam, e logo se verá se ocorreu algo que não deveria ter ocorrido em qualquer um dos poderes do Estado", acrescentou Marlaska antes de concluir proclamando que "estamos em uma democracia forte e sólida, onde todos estamos sujeitos e submetidos ao controle que cabe em uma sociedade democrática", finalizou.
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