Publicado 13/08/2026 11:53

Marlaska anuncia mais 45 policiais para garantir a segurança pública em Ceuta e 20 para agilizar as expulsões

Ele garante que continuarão a ser enviados os agentes necessários para que Ceuta “retome a normalidade o mais rápido possível”

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, atende à imprensa na Delegação do Governo, em 13 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). Marlaska voltou a Ceuta para realizar várias reuniões e analisar a evolução da situação
Gabriela Sardá Núñez - Europa Press

CEUTA, 13 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, anunciou nesta quinta-feira o envio a Ceuta de mais 45 policiais para garantir a segurança pública, bem como de cerca de 20 funcionários públicos para ajudar a agilizar os trâmites de expulsão dos imigrantes que entraram ilegalmente na cidade autônoma. Além disso, ele garantiu que continuarão mobilizando os recursos necessários para que a cidade autônoma “retome a normalidade o mais rápido possível”.

Ele fez essas declarações na coletiva de imprensa realizada na sede da Delegação do Governo em Ceuta, em sua segunda visita à cidade desde o último dia 30 de julho.

No entanto, enquanto na primeira visita, em 1º de agosto, ele afirmou que havia sido possível “reverter a situação” em apenas 24 horas com o retorno da maioria dos migrantes que haviam entrado de forma irregular, nesta quinta-feira ele reconheceu que ainda é preciso trabalhar para que tudo volte a ser como era antes do início da crise.

Ainda assim, o ministro defendeu que o governo esteve, desde o primeiro minuto, ao lado dos “ceutianos” para “reverter o mais rápido possível” uma situação que está “distante da normalidade necessária na convivência que se exige”, e fez um balanço das medidas adotadas para esse fim.

CUMPIMENTO RIGOROSO DA LEI

Em primeiro lugar, destacou que se está trabalhando em colaboração com o Marrocos para proteger a fronteira, com o objetivo de que fatos semelhantes não voltem a ocorrer, e garantiu o “cumprimento rigoroso” da Lei de Estrangeiros e dos Direitos Humanos.

Nesse ponto, pediu àqueles que desejam cruzar para a Espanha que não arrisquem a vida para fazê-lo e não se deixem manipular pelas “máfias”, pois “nenhum deles vai ficar em Ceuta, vai para a Península nem terá sua situação regularizada”.

O ministro do Interior fez um balanço do aumento do efetivo de seu departamento em Ceuta, onde estão mobilizados 880 policiais nacionais (270 a mais do que em 30 de julho) e 714 guardas civis (quase 200 a mais do que antes da chegada em massa).

Além disso, anunciou o envio adicional de uma Unidade Policial de Resposta (UPR) com 45 novos policiais nacionais para garantir a segurança pública e de 20 membros da Brigada Central de Imigração e Fronteiras, com o objetivo de auxiliar o Escritório de Asilo e Refúgio na tramitação de todos os processos de proteção internacional que possam ser apresentados.

O objetivo é que eles ajudem a agilizar esses trâmites para que, uma vez cumpridos todos os requisitos legais, essas pessoas possam ser deportadas para o Marrocos.

“Continuaremos a mobilizar os recursos humanos necessários para ajudar a alcançar essa normalidade o mais rápido possível e também para evitar que fatos como os do passado se repitam”, afirmou o ministro.

Questionado especificamente sobre o que mudou para que, doze dias após sua primeira visita, ele tenha reconhecido o que os habitantes de Ceuta vêm afirmando todo esse tempo, o ministro indicou que se referiu a uma “normalidade relativa” devido ao retorno da maioria dos migrantes em um período tão curto, mas reconhecendo que ainda é preciso trabalhar para voltar à situação anterior à crise.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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