Publicado 28/07/2026 05:02

Marlaska afirma que hoje é possível ficar “um pouco mais tranquilo” após o trabalho realizado esta noite no combate aos incêndios

Ele descarta a possibilidade de falta de recursos e abordará amanhã a emergência com as Comunidades Autônomas, mas esclarece que a reunião foi convocada há duas semanas para tratar de outro assunto

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, faz declarações após a reunião do Comitê Estadual de Coordenação e Direção do Plano Estadual de Emergências (CECOD), no Posto de Comando Avançado (PMA) de Navalcarnero, em 27 de julho de 2026, em Navalcarn
Matias Chiofalo - Europa Press

MADRID, 28 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska, afirmou hoje que podemos estar “um pouco mais tranquilos” após o trabalho realizado esta noite no combate aos incêndios e que a situação é “razoavelmente positiva” para enfrentar o agravamento das condições meteorológicas de hoje. Ele descartou que haja falta de recursos na Espanha para lidar com catástrofes e destacou que amanhã essa emergência será discutida com as Comunidades Autônomas, mas esclareceu que a reunião foi convocada há duas semanas para aprovar as quatro diretrizes do planejamento de emergências.

Marlaska explicou o grande “esforço” realizado pela UME, pelos bombeiros e pelo restante pessoal que esteve lutando esta noite contra os incêndios na Comunidade de Madri e em Ávila, sobretudo no ponto “mais sensível”, que foi o norte da represa de San Juan, próximo a Valdemaqueda.

“Foi um trabalho muito importante e com um resultado razoavelmente positivo, o que nos permite ficar um pouco mais tranquilos, sobretudo diante das condições climáticas que enfrentaremos nas próximas horas”, precisou o ministro durante uma entrevista à TVE, divulgada pela Europa Press.

No entanto, ele não quis indicar um prazo para concluir a extinção dos incêndios: “Vamos avançar passo a passo” após seis dias “muito complicados, com um esforço muito importante por parte de todos”.

A INTERCONEXÃO DOS INCÊNDIOS TEM SIDO INTERMITENTE

O objetivo agora, segundo ele, é “consolidar o que foi alcançado esta noite” no combate ao fogo e continuar avançando nas próximas fases.

O ministro explicou que os dois incêndios estão sendo tratados como uma “unidade de ação”, pois houve “interconexão” entre ambos, mas essa foi “intermitente” e isso também permitiu “alcançar um resultado mais positivo hoje”.

Marlaska, que destacou que não foi surpresa para eles que o Nível 3 tenha sido solicitado pela Comunidade de Madri, explicou que o Governo assumiu também “por iniciativa própria” o de Ávila, em função da realidade que se vivia e do fato de que, “razoavelmente”, podiam entender que poderia ocorrer a convergência dos incêndios e a “necessidade de uma ação conjunta”.

O ministro destacou que o Ministério assumiu a competência da maneira mais razoável e rápida “sem maiores questionamentos, como não poderia ser de outra forma, pois o principal é dar resposta à situação” depois que Madri solicitou a intervenção, ao entender que “não dispunha nem dos meios nem da capacidade de gestão adequada” para o que o governo da região “estava prevendo naquela emergência específica”.

Quanto à questão de saber se o pedido de intervenção da Unidade Militar de Emergências (UME) em catástrofes por parte das Comunidades Autônomas está se tornando comum, o ministro destacou que a atuação da UME deve ser algo de “caráter extraordinário”. No entanto, pediu que se levasse em conta que “ultimamente”, tanto os incêndios quanto as emergências que estão sendo enfrentadas “são emergências de natureza bem diferente daquelas que ocorriam há poucos anos” e que implicam na necessidade de “recursos extraordinários”.

A AQUISIÇÃO DE AERONAVES DE COMBATE A INCÊNDIOS É MUITO COMPLEXA

Nesse contexto, ele descartou a ideia de que faltem recursos na Espanha para combater os incêndios, “outra coisa é que também precisamos continuar trabalhando, trabalhar ainda mais na prevenção”, afirmou, e destacou que também se está trabalhando no âmbito da UE e em nível global para reduzir os riscos de desastres.

Assim, ele precisou que se trabalha “de forma contínua na ampliação dos recursos e no investimento” e lembrou que ontem a terceira vice-presidente e ministra da Transição Ecológica, Sara Aagesen, destacou o investimento de mais de 1.700 milhões nos últimos anos.

Marlaska também se referiu à aquisição de aeronaves para o combate a incêndios que havia sido prometida e que ainda não chegaram. Conforme explicou, trata-se de uma “aquisição muito complexa”, pois sua produção é “muito limitada, são feitas à mão e apresentam uma complexidade evidente”.

A esse respeito, ele esclareceu que o Governo fez os pedidos adequados e que também estão sendo realizados, no âmbito da UE, os procedimentos para a aquisição de “outro tipo de aeronaves, as anfíbias, ou seja, as de carga terrestre e as de carga média”.

O MINISTÉRIO ABORDARÁ AMANHÃ OS INCÊNDIOS COM AS REGIÕES AUTÔNOMAS

Por outro lado, Fernando Grande Marlaska explicou que a reunião prevista para amanhã entre seu Ministério e as regiões autônomas não é uma reunião do Conselho Nacional de Proteção Civil convocada para tratar dessa emergência, e não foi convocada devido aos incêndios em Madri e Ávila.

Foi convocada, segundo ele, há duas semanas pela Secretaria-Geral de Proteção Civil e Emergências, com o objetivo de aprovar quatro diretrizes gerais de planejamento que determinam os critérios básicos de todos os planos, uma vez que estão trabalhando em um marco normativo permanente em matéria de proteção civil.

No entanto, ele explicou que, uma vez concluída a “aprovação por unanimidade” dessas diretrizes, na seção de “pedidos e perguntas” serão abordadas as últimas emergências que estão enfrentando.

“É óbvio que o Conselho Nacional de Proteção Civil, que é o órgão máximo de decisão dentro do Sistema Nacional de Proteção Civil, diante da emergência que estamos enfrentando nos últimos dias, diante das previsões para as próximas semanas e diante das consequências das sucessivas ondas de calor que estamos sofrendo”, aborde essa questão, precisou Marlaska.

O ministro lembrou, a esse respeito, que entre hoje e amanhã terá início a quarta onda de calor deste verão, quando já há mais de 175 mil hectares queimados, ou seja, seis vezes mais do que os que foram queimados no ano passado nesta mesma época.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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