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MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) -
O secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quarta-feira que o conflito na Ucrânia desencadeado após a invasão russa do país há três anos é uma "guerra por procuração entre os Estados Unidos e a Rússia" e reiterou os apelos do chefe da Casa Branca, Donald Trump, para que "chegue ao fim".
"Tem sido muito claro desde o início que o presidente Trump vê isso como um conflito prolongado e estagnado. E, francamente, é uma guerra por procuração entre potências nucleares: os Estados Unidos, que estão ajudando a Ucrânia, e a Rússia. E isso tem que chegar ao fim", disse ele durante uma entrevista à rede de televisão Fox News, que simpatiza com o novo governo.
O chefe da diplomacia norte-americana defendeu que o plano de ajudar a Ucrânia "tanto quanto for necessário, pelo tempo que for preciso, não é uma estratégia", pouco depois de a Casa Branca ter decidido cortar temporariamente a ajuda financeira e o compartilhamento de inteligência com o país liderado por Volodimir Zelenski, com quem Trump teve uma reunião acalorada na semana passada que deixou sem assinatura um acordo sobre terras raras.
Rubio acusou o líder ucraniano de desafiar o número dois da Casa Branca, JD Vance, que também participou da tensa reunião, dizendo que ele questionou "se a diplomacia era mesmo possível, sabotando e minando o plano do presidente".
"E foi isso que levou à briga. Fico feliz em ver essa posição reconsiderada, porque realmente acredito que esse é um conflito que precisamos encontrar uma maneira de encerrar, e isso exigirá concessões de ambos os lados, mas precisamos levar os dois lados à mesa de negociações", explicou.
Por outro lado, o chefe da pasta diplomática defendeu que "os ucranianos têm que estar lá. Obviamente, é o país deles. Os russos têm que estar à mesa, e somente o presidente Trump pode tornar isso possível. Esse tem sido o objetivo, continua sendo o objetivo, e é nisso que estamos focados agora".
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