Europa Press/Contacto/Will Oliver - Pool via CNP
MADRID 27 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira que o governo Trump não tolerará que as autoridades do Irã decidam quais países podem utilizar o Estreito de Ormuz, ao considerar que a proposta de Teerã no âmbito das negociações consiste, na verdade, em estabelecer um sistema de pagamento pela utilização dessa passagem fundamental para o comércio mundial.
“Se por ‘abrir o estreito’ eles querem dizer que sim, que o estreito está aberto desde que (se) coordenem com o Irã, obtenham nossa permissão ou nós os faremos voar pelos ares e nos paguem, isso não é abrir o estreito”, afirmou ele em entrevista concedida à rede Fox News.
“Eles não podem normalizar, nem podemos tolerar que tentem normalizar, um sistema em que os iranianos decidam quem pode usar uma rota marítima internacional e quanto deve ser pago por seu uso”, acrescentou o chefe da pasta diplomática dos Estados Unidos.
Rubio lamentou que quem governe o Irã sejam “os extremistas”, ao considerar que eles têm “uma visão apocalíptica do futuro”. “Essa tensão sempre existiu lá, sempre. Acho que é muito acentuada”, assinalou, em linha com as declarações dos últimos dias do governo Trump apontando para uma suposta divisão interna entre os líderes iranianos.
“Agora que temos um líder supremo (o aiatolá Mojtaba Jamenei) cuja credibilidade ainda não foi posta à prova, cujo acesso é questionável, que não se deixou ver publicamente, que não se pronunciou, cuja voz não ouvimos, acredito que isso também gera tensão no sistema”, sustentou.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, entregou neste sábado em mãos ao chefe do Exército do Paquistão, o general Asim Munir, uma lista com as “respostas” de Teerã às propostas dos Estados Unidos que havia recebido anteriormente por meio da mediação paquistanesa para consolidar o cessar-fogo em vigor, negociado originalmente entre 7 e 8 de abril, e que Trump decidiu prorrogar sem prazo definido.
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