Fernando Sánchez - Europa Press
MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente interino da Junta de Castela e Leão, Alfonso Fernández Mañueco, do PP, criticou a “imposição” do Governo com sua proposta sobre o financiamento autônomo, que, em sua opinião, “agrava” a situação das comunidades e representa “um ataque” ao conjunto dos territórios, por ter sido negociada “exclusivamente com seus parceiros parlamentares”.
Durante sua intervenção no fórum econômico “Wake Up, Spain!”, organizado pelo “El Español”, Mañueco alertou que o modelo proposto pelo Executivo afeta diretamente o financiamento de serviços públicos essenciais, ao mesmo tempo em que reivindicou um sistema baseado na “igualdade” entre as comunidades autônomas.
Assim, ele alertou que Castela e Leão, com 5% da população nacional e cerca de 20% do território, receberia apenas 9% dos novos fundos de financiamento autônomo.
“A Espanha não pode se dar ao luxo de ter um governo que zela apenas pelos interesses de seus parceiros e que pensa apenas em si mesmo, esquecendo a necessária igualdade entre as pessoas e os territórios”, lamentou.
FALTA DE INVESTIMENTOS
Da mesma forma, criticou a falta de investimentos estatais em infraestruturas estratégicas, como o Corredor Atlântico, o desenvolvimento ferroviário ou o reforço da capacidade de armazenamento de água na bacia do Douro.
Da mesma forma, o presidente regional interino exigiu do governo um “aposto” nas infraestruturas energéticas que facilite a implantação e a expansão de projetos industriais.
Ele também pediu avanços na extensão da banda larga e da tecnologia 5G a todo o território regional, incluindo os municípios rurais, com o objetivo de reforçar a competitividade do setor agroalimentar.
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