Publicado 04/01/2026 11:31

Manifestantes se reúnem em frente à embaixada dos EUA (Madri) em repúdio à detenção de Maduro: "terroristas ianques".

Dezenas de pessoas durante uma manifestação contra a agressão dos EUA à Venezuela, em frente à Embaixada dos EUA, em 4 de janeiro de 2026, em Madri (Espanha). A manifestação, convocada pela Izquierda Revolucionaria e pela União dos Estudantes, foi realiza
Diego Radamés - Europa Press

MADRID 4 jan. (EUROPA PRESS) -

Mil pessoas, de acordo com a Delegação do Governo, manifestaram-se neste domingo em frente à embaixada dos Estados Unidos em Madri contra a intervenção norte-americana na Venezuela, que descreveram como "completamente ilegítima", segundo o porta-voz da Plataforma de Madri contra a OTAN, Ángel Descalzo, um dos organizadores da manifestação.

Descalzo garantiu que "o futuro da América Latina deve ser decidido pelos próprios povos latino-americanos" e criticou o fato de os Estados Unidos estarem "claramente buscando os recursos naturais da Venezuela, que são petróleo, gás e água doce".

Os manifestantes, que vieram vestidos com bandeiras venezuelanas e palestinas, expressaram sua rejeição ao "ataque imperialista" dos EUA contra a Venezuela e pediram "a saída dos ianques da Venezuela", a libertação de Nicolás Maduro e o fechamento da embaixada dos EUA na Espanha, enquanto cantavam "Bases fora, OTAN não", "Estados Unidos, assassinos" ou "Ianques de merda, vão para o inferno".

"Queremos que os ianques deixem o mundo inteiro, porque eles são os idiotas do momento", disse Verónica, uma das participantes da manifestação, à Europa Press.

APOIADO POR PODEMOS E IZQUIERDA UNIDA

O protesto foi apoiado pela secretária geral do Podemos, Ione Belarra, que descreveu o que aconteceu ontem na Venezuela como "terrorismo de Estado", conforme disse em declarações à mídia no início da manifestação.

"Devemos mais uma vez sair às ruas deste país para gritar não à guerra, para exigir o fim das intervenções militares ilegais dos Estados Unidos e de Donald Trump, o fim das guerras pelo petróleo", disse Belarra, ao lamentar "a atitude que a Comissão Europeia e particularmente o governo espanhol estão mantendo, mais uma vez se comportando em suas declarações como verdadeiros lacaios dos Estados Unidos".

O secretário geral do Partido Comunista da Espanha (PCE), porta-voz adjunto da Sumar e porta-voz da Izquierda Unida (IU) no Congresso, Enrique Santiago, também participou da reunião, exigindo que o governo adote "uma posição mais enérgica" contra os Estados Unidos pelas "violações do direito internacional" que, segundo ele, os EUA estão cometendo.

"Temos que sair da OTAN e devemos impedir o rearmamento, os gastos com financiamento para empresas de armas americanas ou ligadas aos Estados Unidos", exigiu Santiago.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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