BADAJOZ 22 mar. (EUROPA PRESS) -
Mais de mil pessoas se manifestaram neste sábado em Badajoz para repudiar o assassinato da educadora Belén Cortés em um apartamento vigiado na capital de Badajoz, e para exigir que sejam garantidas condições dignas e segurança "física e emocional" aos profissionais do setor social.
Assim, convocados por várias associações profissionais e sindicatos sob o slogan "Belén é de todos nós, basta", os manifestantes iniciaram uma marcha silenciosa às 12h, que começou e terminou na Plaza de España, na cidade.
Lá, eles leram um manifesto no qual, depois de garantir que a "infeliz tragédia" ocorrida "poderia ter sido evitada", eles exigiram recursos humanos e técnicos "suficientes" e financiamento da Junta de Extremadura, bem como o reconhecimento dos profissionais como "figuras de autoridade" e as "situações perigosas" nas quais, enfatizaram, eles se encontram imersos.
Da mesma forma, os manifestantes exigiram o fim da "terceirização" dos serviços públicos, o reforço da área de saúde mental da criança e do adolescente, fornecendo-lhe a equipe multidisciplinar necessária, e o fortalecimento da rede de Programas de Atendimento à Família, pois são "essenciais" para a prevenção e a resolução de conflitos que afetam as pessoas mais vulneráveis.
Por outro lado, o manifesto exigiu a importância do treinamento "obrigatório e contínuo" em gerenciamento de conflitos, situações de crise e redução da violência, bem como a necessidade de criar unidades especializadas para jovens com problemas de dependência e a abertura do Centro de Recuperação Zagal (CE.RE.ZA) como um recurso público para menores com problemas de comportamento.
"Não podemos permitir que outra tragédia como essa se repita", afirmaram as diversas associações profissionais e sindicatos, avisando que continuarão "unidos", "coordenados" e "lutando" para que a administração pública garanta que os profissionais do setor realizem seu trabalho "em condições de dignidade e segurança".
Especificamente, a manifestação foi convocada pela Associação Profissional de Educadores Sociais da Extremadura; as Associações Oficiais de Trabalho Social de Cáceres e Badajoz; a Associação Oficial de Psicologia da Extremadura; a Associação Profissional de Terapeutas Ocupacionais da Extremadura; a Associação Oficial de Pedagogos e Psicopedagogos da Extremadura; a Associação de Educadores Infantis da Extremadura, ou a Associação Profissional de Educadores Sociais do I.E.S. da Extremadura.
A Associação de Técnicos de Integração Social da Extremadura, a Plataforma de Defesa dos Programas de Assistência Familiar e os sindicatos CCOO, UGT, CSIF, SGTEX, USO, SIP e CNT também convocaram a reunião.
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