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MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -
Centenas de familiares de desaparecidos e ativistas de associações de direitos humanos se manifestaram neste sábado na Cidade do México para exigir justiça, reparação e medidas de não repetição por parte das autoridades diante do enorme número de casos de pessoas desaparecidas.
Mães, esposas, irmãs e filhas de pessoas desaparecidas aproveitaram o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado para denunciar a falta de "vontade política" de encontrar seus parentes, informa o jornal 'La Jornada'.
O dia começou com uma cerimônia para a Mãe Terra na Glorieta de las y los Desaparecidos, no Paseo de la Reforma, com dezenas de testemunhos de parentes que nomearam seus entes queridos e a data em que desapareceram.
"Apresentação viva" e "Filho, escute. Sua mãe está na luta", foram alguns dos slogans mais repetidos durante a marcha. "A cada dia somos mais, a cada dia fica pior", lamentaram.
O sacerdote anglicano Arturo Carrasco, do coletivo Igrejas e Espiritualidades em Busca, destacou que, segundo dados oficiais, há mais de 133.000 pessoas desaparecidas no México, "sem contar as cifras negras". Ele também destacou que em 2022 havia 100.000 pessoas desaparecidas, mas desde então o número só aumentou.
"De maio de 2022 até hoje, temos mais de 33.000 casos registrados de desaparecimento, mais de 30 casos por dia e mais de um a cada 24 horas", explicou.
Em seguida, a marcha partiu do Anjo da Independência em direção ao Zócalo, liderada por membros do Comitê de Familiares de Detidos e Desaparecidos Até Que Sejam Encontrados e da Frente Nacional de Luta pelo Socialismo (FNLS), que pediram respeito àqueles que estão procurando seus parentes com pás e paus. Nesse sentido, eles lembraram as mais de 30 "mães buscadoras" que foram assassinadas.
Entre as muitas ações que realizaram, apresentaram livros sobre desaparecimentos e cantaram músicas como "Plegaria a un labrador", do cantor e compositor chileno Victor Jara. Por fim, colaram pôsteres com fotografias dos desaparecidos nas cercas de metal instaladas no Zócalo.
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