Publicado 24/05/2026 11:10

Manifestantes bolivianos conseguem impedir a passagem da comitiva rumo a La Paz, liderada pelo ministro Zamora

Manifestação em La Paz para exigir a renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz
MOVIMIENTOS SOCIALES DE BOLIVIA

A capital está bloqueada há três semanas por manifestantes que exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz

MADRID, 24 maio (EUROPA PRESS) -

Os manifestantes que mantêm há três semanas o bloqueio das cidades de La Paz e El Alto conseguiram finalmente impedir a passagem do comboio organizado pelo governo e liderado pelo ministro de Obras Públicas, Serviços e Habitação, Mauricio Zamora, alvo de até duas emboscadas.

“Senti minha vida em risco”, declarou Zamora à Unitel, referindo-se às duas emboscadas que finalmente impediram a passagem da comitiva, com intenções formalmente humanitárias, embora composta por militares e policiais e equipada com maquinário pesado.

A caravana, que partiu no sábado, conseguiu avançar quase 37 quilômetros desde a Ceja de El Alto até o pedágio de Vilaque Copata, na rodovia que liga La Paz a Oruro, onde foram recebidos com dinamite. “Foram dinamite, pedras, pessoas de um lado e de outro”, relatou o ministro. Diante dessa situação, os caminhões-tanque e os demais veículos da caravana tiveram que recuar devido ao perigo para suas vidas.

A segunda emboscada ocorreu no caminho de volta a La Paz, quando passavam por uma localidade. “Estávamos esperando a polícia e lá eles nos cercaram novamente”, explicou Zamora. Naquele momento, os agentes voltaram a usar gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Durante o sábado, ocorreram ataques com pedras e dinamite, incêndios em instalações públicas e veículos oficiais, além da reinstalação dos bloqueios.

Horas depois, outro ato violento foi registrado no cruzamento de Layuri, entre Ventilla e Apacheta, onde um veículo do Ministério do Governo que transportava jornalistas foi atacado e incendiado.

Em meio à operação do comboio para desobstruir as rodovias, também foi informada a captura de um membro do Batalhão de Segurança Física, Juan Pablo Mamani. Mamani aparece em um vídeo divulgado nas redes sociais ajoelhado e afirmando que seus captores exigiam a libertação dos detidos e a renúncia do presidente sob ameaças de ser queimado vivo. Horas depois, ele foi resgatado.

Os manifestantes, entre eles agricultores, sindicatos e apoiadores do ex-presidente Evo Morales, exigem a saída do presidente Paz, por considerarem que ele não conseguiu reverter a grave situação econômica do país após meio ano de governo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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