Rouzbeh Fouladi/ZUMA Press Wire/ DPA - Arquivo
MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã informaram nesta segunda-feira que outro homem foi executado no país após ser condenado por “colaborar com Israel e os Estados Unidos” no contexto dos intensos protestos ocorridos em janeiro, que resultaram em mais de 3.000 mortos.
O homem, identificado como Ali Fahim, foi “condenado por estar envolvido nos distúrbios terroristas e foi enforcado após o veredicto da Suprema Corte”, conforme informou o Mizan, um portal de notícias ligado ao sistema judiciário iraniano.
A Justiça iraniana explicou que Fahim havia sido acusado de perpetrar “atos terroristas” contra “centros militares” com o objetivo de obter armamento para os manifestantes e “inimigos do país”, ações realizadas durante a onda de protestos contra o governo.
“Dada a delicada situação do país naquele momento e a ameaça de um ataque militar por parte dos Estados Unidos e de Israel, as ações desses indivíduos minaram a segurança nacional e a segurança dos cidadãos, uma vez que esses acontecimentos se tornaram um pretexto para a agressão militar do inimigo americano-sionista contra o país”, observou.
Após examinar o caso e ouvir os argumentos do acusado e de seu advogado, um tribunal condenou Fahim à morte e determinou que seus bens fossem confiscados, ao considerar que havia “intencionalidade” em suas ações e que ele estava ciente do que elas implicavam.
Trata-se da última execução relacionada aos protestos que eclodiram no Irã no final de dezembro contra o aumento do custo de vida e que, posteriormente, se transformaram em manifestações contra o governo, atingindo seu auge em 8 de janeiro.
O governo do Irã estimou em mais de 3.000 o número de mortos, incluindo centenas de civis e membros das forças de segurança atacados por “terroristas” no contexto dos protestos, enquanto a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, elevou para mais de 7.000 o número de mortos, em sua maioria manifestantes.
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