Mosab Shawer / Zuma Press / Europa Press
MADRID 21 out. (EUROPA PRESS) -
As autoridades de Israel liberaram nesta quarta-feira quatro pessoas detidas na segunda-feira por seu suposto envolvimento nos ataques perpetrados nos últimos dias por colonos na Cisjordânia, que resultaram em vários feridos, entre eles uma jornalista do jornal norte-americano “The Washington Post” e vários diplomatas europeus.
As quatro foram libertadas “sob condições restritivas, entre as quais se inclui a prisão domiciliar até” o próximo dia 29 de outubro, após comparecerem perante um tribunal israelense.
Enquanto isso, um quinto suspeito, que também prestou depoimento nesta mesma quarta-feira, permanecerá detido pelo menos até a próxima segunda-feira, 26 de outubro.
A Polícia israelense, que fez o anúncio nas redes sociais, já indicou que “vai interpor recurso contra a decisão de libertar um deles”, por isso solicitou um adiamento na “execução” da decisão.
“Isso coincide com a apresentação de uma acusação formal e de um pedido de prorrogação da prisão preventiva até a conclusão do processo contra um jovem, residente na região, por descumprimento de ordens judiciais e outras infrações”, acrescentou a polícia sobre um sexto suspeito.
As autoridades prenderam nesta segunda-feira dez pessoas, mantendo quatro delas sob custódia por “suposta agressão a uma jornalista” e outras duas “por suposta agressão a diplomatas”.
O primeiro incidente ocorreu na última sexta-feira, quando vários palestinos e a jornalista Heidi Levine ficaram feridos em um ataque perpetrado por colonos durante a colheita de azeitonas em Abu Fala. No sábado, vários colonos agrediram diplomatas europeus que se deslocavam em um comboio de vários veículos por Taibé, localizada a leste de Ramala e de maioria cristã.
Esses eventos ocorreram em meio ao recrudescimento dos ataques por parte de colonos e das incursões do Exército de Israel na Cisjordânia após os ataques de 7 de outubro de 2023, embora já nos meses anteriores daquele ano tivesse sido registrado o maior número de palestinos mortos na Cisjordânia desde a Segunda Intifada, duas décadas antes.
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