Publicado 14/08/2026 12:57

Mais de mil pessoas foram atendidas nas primeiras 48 horas após o eclipse, a maioria por problemas oculares

Várias pessoas durante o eclipse solar total de 2026, em 12 de agosto de 2026, em Soria, Castela e Leão (Espanha). Este é o primeiro eclipse solar total visível da Península Ibérica em mais de um século. A faixa de totalidade atravessa a Espanha de oeste
Concha Ortega - Europa Press

MADRID 14 ago. (EUROPA PRESS) -

Mais de mil pessoas receberam atendimento nas diversas comunidades autônomas, a maioria por problemas oculares, nas primeiras 48 horas após o eclipse total de Sol que, nesta quarta-feira, mergulhou mais da metade da Espanha em uma escuridão profunda e histórica.

De acordo com os dados coletados pela Europa Press, ainda sem o balanço das Ilhas Canárias, grande parte das consultas foi motivada por incômodos nos olhos após observar o eclipse, em geral leves, embora também tenham ocorrido tonturas ou insolações.

340 EM MADRID

Mais especificamente, os serviços de saúde da Comunidade de Madri realizaram um total de 340 atendimentos médicos relacionados ao eclipse até as 9h desta sexta-feira, conforme informaram fontes da Secretaria de Saúde. As principais causas desses atendimentos foram tonturas, desconfortos e problemas oculares, bem como consultas de cidadãos para esclarecer dúvidas relacionadas aos possíveis efeitos do fenômeno astronômico.

A Catalunha atendeu 153 pessoas entre as 7h00 de quarta-feira e as 7h30 desta sexta-feira, sendo que 72 desses casos estiveram relacionados a problemas oftalmológicos; seguida pela Comunidade Valenciana, que registrou 147 atendimentos oftalmológicos.

Já a Osakidetza atendeu 129 pessoas em todo o País Basco por problemas oculares com sintomas leves, sendo 22 delas na atenção primária e 36 em atendimento hospitalar. A chefe da Seção de Emergências do Hospital Universitário Donostia, Oihana Ormazabal, destacou que se tratou de “patologias leves e não há nenhuma lesão grave que possa ser atribuída ao eclipse de ontem”.

Os hospitais da Andaluzia receberam, até o meio-dia desta quinta-feira, um total de 44 atendimentos em emergências oftalmológicas relacionados ao eclipse, embora nenhum dos casos tenha exigido internação hospitalar nem tenha sido considerado grave.

Em Múrcia, 32 pessoas procuraram atendimento médico por problemas oftalmológicos relacionados ao eclipse. O Serviço de Saúde de Múrcia (SMS) esclareceu que nenhum caso foi grave, nem exigiu internação hospitalar ou intervenção cirúrgica.

Por sua vez, o dispositivo sanitário especial mobilizado pelo 061 Aragão atendeu cerca de trinta atendimentos ou consultas por telefone entre os dias 10 e 13 de agosto; sendo nesta quarta-feira, 12 de agosto, quando se concentrou a maior parte deles, todas leves e, principalmente, relacionadas a contusões e pequenos tratamentos.

NÃO SE DESCARTAM MAIS CONSULTAS

Cerca de 20 pessoas foram atendidas na atenção primária ou em hospitais das Ilhas Baleares devido a lesões oculares. Além disso, o Centro de Coordenação de Emergências 112 recebeu 14 consultas por telefone. O diretor de Assistência à Saúde do IBSalut, Hermann Ribera, explicou que não se descarta a possibilidade de mais atendimentos por essas queixas, uma vez que as lesões começam a se manifestar entre 24 e 48 horas.

Outras vinte pessoas em La Rioja procuraram o Hospital San Pedro devido a incômodos oculares e, dessas, quatro apresentavam lesões compatíveis com a exposição.

Por outro lado, a Galícia registrou 19 casos, em sua maioria consultas sem sintomas, quedas e crises de ansiedade. Em seguida, vêm as Astúrias, onde a secretária de Saúde, Concepción Saavedra, estimou em 18 o número de consultas na atenção primária que podem estar relacionadas ao eclipse solar, entre os 64 pacientes que procuraram os centros de saúde por motivos oculares a partir das 20h da quarta-feira.

TONTURAS, INSOLES

Castela-La Mancha registrou 18 casos relacionados principalmente a tonturas ou mal-estar geral, devido ao calor intenso, ou consultas por terem observado o eclipse sem proteção. Castilla y León atendeu a oito incidentes a menos — apenas um deles por incômodos oculares —; enquanto Navarra registrou sete atendimentos oftalmológicos e dois relacionados ao calor.

Por fim, a Extremadura atendeu três pacientes por alterações visuais. Na Cantábria, a secretária de Presidência e Segurança, Isabel Urrutia, destacou a “absoluta normalidade” e o civismo da população durante todo o dia; precisando que as chamadas para o 112 — entre 15h e 22h da quarta-feira — aumentaram em 52, e os Postos de Comando Avançado (PMA) gerenciaram a atendimento a vários incidentes “que não tiveram nada a ver com o eclipse”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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