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MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) - O partido Más Madrid exigiu à presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, que retire a Medalha de Ouro da Comunidade de Madrid a Julio Iglesias, após as acusações de agressão sexual feitas por ex-empregadas domésticas. “As instituições devem demonstrar que o dinheiro e a fama não podem comprar a impunidade. O machismo deve ser incompatível com qualquer distinção institucional da Comunidade de Madrid”, indicou a porta-voz do partido na Câmara de Vallecas, Manuela Bergerot, em declarações enviadas à mídia em relação à investigação do 'elDiario.es'.
Em 2012, Julio Iglesias recebeu, juntamente com a Cáritas Madrid, este reconhecimento das mãos do Executivo regional, então liderado por Esperanza Aguirre. Na terça-feira, o 'elDiario.es' publicou os testemunhos de uma empregada doméstica e de uma fisioterapeuta que relatam episódios ocorridos nas suas mansões nas Caraíbas. Uma dessas empregadas afirma mesmo ter sido pressionada a manter relações sexuais com o artista e fala de penetrações, bofetadas e humilhações físicas e verbais. Estes factos, segundo duas das entrevistadas, ocorreram em 2021, quando a mais jovem delas tinha 22 anos.
Manuela Bergerot destacou tanto as acusações de “mau tratamento no trabalho” quanto as de “abuso sexual”, pelo que entende que as instituições madrilenhas devem enviar uma mensagem “clara de apoio às vítimas e de tolerância zero”. “Nenhuma medalha para quem usa seu poder e seu dinheiro para exercer violência contra as mulheres”, destacou. O partido Más Madrid também registrou uma Proposta Não Legislativa (PNL) na Câmara de Vallecas para que o Plenário exija ao governo regional que inicie o processo de revogação da concessão da Medalha de Ouro.
Nela, argumenta que, se “não cabe às instituições públicas pré-julgar os fatos nem substituir os tribunais”, cabe-lhes “preservar o caráter exemplar dos reconhecimentos que concedem”.
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