Europa Press/Contacto/Ali Hashisho
MADRID, 29 mar. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos dois profissionais de saúde da Organização Islâmica para a Saúde morreram nas últimas horas no sul do Líbano, em meio a novos ataques do Exército israelense contra cerca de dez localidades da região, aos quais as milícias do Hezbollah responderam com bombardeios a várias bases militares israelenses na fronteira.
Segundo a agência oficial de notícias libanesa NNA, os profissionais foram atingidos por um projétil israelense perto do hospital de Bint Jbeil. Israel não se pronunciou sobre o ataque em questão, mas seu porta-voz, Avichai Adraee, voltou a denunciar neste domingo que o Hezbollah está utilizando ambulâncias e centros médicos para preparar ataques contra Israel.
A agência oficial libanesa também confirmou ataques israelenses em Nabatiyé, Toul, Majidiyé, Kfar Shuba, Chakra, Tiré e Jouaya, bem como no vale de Wadi e em Kafra.
O Hezbollah, por sua vez, lançou ataques contra as bases israelenses de Ein Shmer, Raghavim, Birya, Mahva Alon e Rawiya.
MAIS DE 50 PROFISSIONAIS DE SAÚDE MORTOS
Em um comunicado divulgado neste domingo, o coordenador humanitário das Nações Unidas no Líbano, Imran Riza, e o representante da Organização Mundial da Saúde no país, Abdinasir Abubakar, denunciaram que pelo menos 51 profissionais de saúde morreram em ataques israelenses desde o início do mês.
Ambos confirmam 75 bombardeios contra “o sistema de saúde do Líbano” que “danificaram infraestruturas de saúde críticas, interromperam serviços essenciais e limitaram ainda mais o acesso a cuidados médicos vitais para comunidades que já se encontram sob enorme pressão”.
O número de profissionais de saúde feridos nesses ataques já chega a 126 desde o último dia 2 de março, acrescenta o comunicado, que lamenta especialmente a morte de nove profissionais de saúde nos bombardeios israelenses do último sábado.
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