MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
As forças de segurança da Bolívia informaram que mais de uma centena de pessoas foram detidas no contexto dos intensos protestos e greves que estão ocorrendo no país, nos quais milhares de pessoas buscam expressar sua rejeição ao governo do presidente Rodrigo Paz e à falta de políticas que contribuam para amenizar a crise econômica.
A polícia indicou que grande parte dos detidos foi presa após confrontos com agentes das forças de segurança no centro da cidade de La Paz, onde se concentraram a maioria das manifestações e marchas dos últimos dias.
Assim, explicou que na zona foram registrados uma série de distúrbios e acusou os manifestantes de fazer uso de explosivos e objetos contundentes contra os policiais, que responderam com o uso de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. “Nesse contexto, foram realizadas várias prisões em diferentes pontos da cidade”, esclareceu a Polícia, segundo informações do jornal ‘Los Tiempos’.
As pessoas detidas foram levadas para instalações da Força Especial de Combate ao Crime (Felcc), onde permanecem enquanto a investigação avança e sua situação jurídica é esclarecida, conforme indicam essas informações.
Embora as autoridades estimem em 104 o número de detidos até o momento, a ONG Assembleia Permanente de Direitos Humanos da Bolívia indicou que se trata de 95 detidos, embora tenha ressaltado que aguarda acesso aos relatórios oficiais das forças de segurança para conhecer os detalhes de cada detenção.
O país já entra na terceira semana de protestos em La Paz, com a participação de setores afiliados à Central Operária Boliviana, aos quais se juntaram mineiros e professores, além de ativistas e grupos indígenas, entre outros. Até o momento, pelo menos quatro pessoas morreram no contexto desses distúrbios.
Embora Paz tenha assumido o poder há apenas seis meses, esses grupos têm insistido na necessidade de introduzir medidas para amenizar a grave crise econômica que o país enfrenta e que se prolonga há décadas. Muitos desses setores, próximos ao ex-presidente Evo Morales, exigem medidas imediatas diante da escassez de combustível e da inflação crescente.
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