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O consulado do Equador em Minneapolis pede aos seus cidadãos que denunciem o desaparecimento e/ou detenção de menores após a retenção de duas crianças de 5 e 2 anos MADRID 29 jan. (EUROPA PRESS) -
Um total de 32 menores de nacionalidade equatoriana estão sob custódia das autoridades americanas, informou nesta quarta-feira o governo do Equador após a detenção de duas crianças de cinco e dois anos por agentes do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE, na sigla em inglês) na cidade de Minneapolis.
A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Equador, com base em informações de janeiro deste ano do Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR) dos Estados Unidos sobre os menores, que “estão em processo de reunificação familiar ou de retorno ao Equador” e “recebem acompanhamento permanente” dos doze consulados que Quito possui no país norte-americano.
Nesse sentido, o Ministério garantiu que essas equipes “zelam pelos interesses dos menores de idade, a fim de garantir seus direitos quando estão envolvidos em processos migratórios”, enfatizando que tanto os consulados quanto a Embaixada do Equador em Washington “mantêm um diálogo fluido e contato permanente com as autoridades americanas competentes”.
Trata-se da Patrulha de Fronteira e do ICE, além da ORR, que depende do Departamento de Saúde — e não da pasta de Segurança Nacional dos Estados Unidos — e é responsável pelo “procedimento para o cuidado e custódia de um menor que entra sem acompanhante nos Estados Unidos”.
“Desde 2024, a Embaixada do Equador nos Estados Unidos mantém contato com a ORR, que indicou que a reunificação de menores desacompanhados tem três fases: a detenção realizada pela Patrulha de Fronteira; a transferência realizada pelo Departamento de Segurança Nacional para o Departamento de Saúde; e a localização com um patrocinador que está a cargo da ORR que, na maioria dos casos, são familiares diretos dos menores”, explicou o Ministério.
No entanto, o Executivo de Daniel Noboa negou que tenham sido registradas denúncias de desaparecimento de menores de idade ou “cuja localização nos Estados Unidos seja desconhecida”, ao mesmo tempo em que garantiu que “qualquer” denúncia apresentada a esse respeito “será atendida com prioridade, atendendo ao interesse superior da criança e à preservação da unidade familiar dos menores de idade”.
“Um objetivo prioritário da política externa do Equador (...) consiste em promover e defender os interesses e direitos de nossos compatriotas no exterior, ainda mais no caso das crianças equatorianas”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores.
Por sua vez, o Consulado do Equador em Minneapolis, onde residem mais de 18.000 equatorianos, de acordo com o jornal Primicias, pediu aos seus cidadãos na maior cidade do estado de Minnesota que denunciem qualquer caso de detenção de menores.
Há semanas, a cidade enfrenta a chamada Operação “Metro Surge”, executada pelo Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e pelo ICE. A campanha já resultou em mais de 3.000 prisões, de acordo com números oficiais, bem como na morte a tiros de dois americanos pelas mãos de agentes federais e na detenção de duas crianças de 5 e 2 anos, que estão detidas com seus respectivos pais.
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