Publicado 03/06/2026 05:17

Mais de 250 membros da gangue Mara Salvatrucha foram condenados a penas de prisão em El Salvador

Archivo - Arquivo - Soldados patrulham as ruas da capital de El Salvador durante a pandemia de coronavírus
Camilo Freedman/ZUMA Wire/dpa - Arquivo

MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -

Um tribunal de El Salvador condenou mais de 250 pessoas acusadas de pertencerem à Mara Salvatrucha, no âmbito de um megajulgamento contra quase 500 supostos membros de gangues, um caso comparado pelo presidente salvadorenho, Nayib Bukele, aos Julgamentos de Nuremberg, nos quais foram julgados os principais líderes da Alemanha nazista após a Segunda Guerra Mundial.

O Segundo Tribunal contra o Crime Organizado de San Salvador condenou a penas de até 85 anos de prisão um total de 254 membros da Mara Salvatrucha que atuavam em Cabañas, conforme confirmado pelo Ministério Público salvadorenho por meio de um comunicado publicado nas redes sociais.

“Esses membros de gangues desempenhavam diferentes funções que lhes permitiam manter o controle e, assim, facilitar suas atividades ilícitas em diversas zonas daquele departamento”, afirmou, antes de destacar que todos foram condenados por crimes cometidos entre 2013 e 2022.

Assim, indicou que entre os condenados figura Eugenio Morales, considerado um alto escalão da gangue, que recebeu uma sentença de 85 anos de prisão. Além disso, outros 80 réus receberam penas de 60 anos, enquanto outros 173 foram condenados a 30 anos de reclusão.

O processo, que se tornou o primeiro julgamento em massa desse tipo contra líderes de uma gangue, neste caso a Mara Salvatrucha (MS-13), abordará milhares de crimes atribuídos ao grupo, entre eles ordens de assassinato contra pelo menos 87 pessoas apenas durante um fim de semana de março de 2022, fato que levou Bukele a declarar uma “guerra” contra as gangues com um estado de exceção que já resultou, até o momento, em mais de 91.000 detidos.

O Parlamento salvadorenho aprovou na semana passada uma nova prorrogação do estado de exceção em vigor desde março de 2022, com o que permanecerá em vigor por mais 30 dias, em meio aos argumentos das autoridades sobre a utilidade da medida para a luta contra as gangues e a criminalidade.

De fato, a Presidência de El Salvador assegurou nos últimos anos que, na terça-feira, não foram registrados homicídios no país, “um resultado que permite às famílias salvadorenhas desenvolver suas atividades com tranquilidade e confiança”. “As estratégias de segurança impulsionadas pelo governo do presidente Nayib Bukele continuam gerando resultados em benefício da população”, concluiu.

O próprio Bukele saiu em abril para rebater as críticas a esses macro-julgamentos e destacou que “esses 486 terroristas não são pequenos criminosos”. “São líderes de gangues bem conhecidos, a maioria deles já condenados por crimes que cometeram pessoalmente, incluindo assassinatos, estupros, muitas vezes seguidos de assassinato, extorsão e sequestro”, acrescentou o presidente salvadorenho.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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