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O Ministério das Relações Exteriores garante que a Embaixada no Irã, assim como as demais representações diplomáticas espanholas, conta com um plano de evacuação MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
Mais de 20.000 espanhóis residem na região do Oriente Médio, palco neste sábado de uma escalada militar após o ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, ao qual o regime dos aiatolás respondeu atacando o Estado hebreu e bases americanas nos países da região.
Isso é o que se depreende dos dados coletados nas fichas de cada país publicadas pelo Ministério das Relações Exteriores em seu site, na ausência de uma atualização com os números mais recentes por parte do departamento chefiado por José Manuel Albares, já que, em alguns casos, eles datam de meses atrás, e até mesmo de um ano.
No Irã, país alvo do ataque inicial, o Ministério das Relações Exteriores confirmou neste sábado que há 158 espanhóis registrados. Quanto aos demais países, o que tem mais residentes é os Emirados Árabes Unidos, com 7.600, seguido por Israel, onde o número é de cerca de 7.200.
Seguem-se o Catar, com mais de 2.300; a Arábia Saudita, com cerca de 1.900; a Jordânia, com cerca de 1.800; o Kuwait, com quase 350; o Catar, com pouco mais de 300; a Síria, com 280; e o Iraque, com 112, faltando os dados do Líbano, que não estão incluídos na ficha do país. A estes residentes, poderiam somar-se espanhóis temporariamente em todos estes países por motivos de trabalho ou turismo, pelo que o número poderia ser superior.
Além disso, é preciso acrescentar os quase 650 soldados destacados no âmbito da Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (FINUL) e os 275 que se encontram no Iraque no âmbito da operação encarregada de assessorar o Exército iraquiano na luta contra o Estado Islâmico.
PLANOS DE EVACUAÇÃO DAS EMBAIXADAS Assim sendo, fontes do Ministério das Relações Exteriores indicaram que “a Embaixada em Teerã tem preparado, como todas as embaixadas da Espanha, um possível plano de evacuação para ser ativado se as circunstâncias assim o exigirem”.
Esta afirmação é válida, portanto, para as demais embaixadas nos países da região, uma vez que existem sempre planos de contingência preparados para o caso de ser necessário proceder a uma evacuação de emergência da colônia espanhola, como já ocorreu em outras ocasiões, como em Gaza, no Afeganistão ou no Sudão.
Por sua vez, as embaixadas espanholas em todos esses países têm feito recomendações e informado através das redes sociais, aconselhando principalmente a manter a precaução e não se aproximar de locais que possam ser alvo de ataques.
Além disso, todas elas disponibilizaram os telefones de emergência consulares aos quais os espanhóis afetados pela escalada podem recorrer, aconselhando também aqueles que estavam de passagem e, portanto, não constam no registro consular, a entrar em contato. ALBARES EM CONTATO COM SEUS HOMÓLOGOS
Entretanto, o ministro das Relações Exteriores falou por telefone com seus homólogos dos países da região, conforme ele mesmo informou em várias mensagens na rede social X, insistindo que “os ataques têm que parar” e exigindo “respeito ao Direito Internacional, desaceleração e diálogo”.
Assim, esta manhã, conversou com os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisasl bin Farhan; do Catar, Mohamed Bin Abdulrahman al Thani; da Turquia, Hakan Fida; da Jordânia, Ayman Safadi; e do Egito, Badr Abdelaty.
Posteriormente, o chefe da diplomacia falou por telefone com seus homólogos dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, e do Kuwait, Jarrah Jaber al Ahmad Al Sabá, cujos países “estão sofrendo ataques iranianos”. “Transmiti a eles nosso apoio à sua soberania e integridade territorial. Os ataques devem cessar”, precisou.
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