MINISTRO DE JUSTICIA DE TURQUÍA EN X
MADRID 19 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Turquia anunciaram neste sábado a prisão de mais de 200 pessoas de cerca de vinte nacionalidades diferentes em uma operação contra uma suposta rede internacional de fraude em investimentos em moedas estrangeiras ligada a Israel, avaliada em mais de 26 milhões de euros.
A operação, realizada na cidade de Istambul, resultou na prisão de 201 pessoas, incluindo onze de nacionalidade paquistanesa, nove israelenses e 25 pessoas de outros 20 países — Azerbaijão, Síria, Jordânia, Ucrânia, Tailândia, Indonésia, Marrocos, Cazaquistão, Filipinas, Irã, China, Líbano, Palestina, México, Egito, Moçambique, Argentina e Bangladesh, segundo informa a agência de notícias turca Anadolu.
Além disso, as autoridades apreenderam bens dos suspeitos avaliados em 1,5 bilhão de liras turcas (26,7 milhões de euros), incluindo 80 veículos e doze imóveis, que supostamente provêm de atividades criminosas.
A isso se soma o congelamento de suas contas bancárias, criptomoedas e empresas, após uma operação na qual participaram o Ministério do Interior, a Agência Nacional de Inteligência (MIT) e a Procuradoria Geral de Istambul, bem como a polícia local e a Interpol.
Os suspeitos são acusados de participar de uma rede de fraudes cambiais por meio de 25 empresas e 40 supostos call centers e escritórios financeiros.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que foi notificado pelas autoridades turcas sobre a prisão de seus cidadãos e assegurou que já está “trabalhando para garantir a proteção dos direitos dos cidadãos israelenses”, segundo o “Times of Israel”.
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