Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo
MADRID 28 mar. (EUROPA PRESS) -
Mais de vinte países, entre eles a Espanha, expressaram sua "profunda preocupação" com a lei que abre a porta na Hungria para restringir as manifestações do Orgulho LGTBI, por considerar que limita direitos humanos como a liberdade de reunião e de expressão.
A nota, também assinada pelas embaixadas da França, Reino Unido, Alemanha e Austrália, entre outros, sugere que as autoridades húngaras poderiam estar violando a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção Europeia de Direitos Humanos.
Os países também se declaram "comprometidos" a "respeitar, proteger e cumprir" as liberdades fundamentais de "todos" os cidadãos, "independentemente de sua orientação sexual, identidade de gênero e características sexuais" e a "combater a discriminação" nessas áreas.
A medida aprovada pelo Parlamento húngaro, promovida pelo partido do primeiro-ministro Viktor Orbán, é mais um passo no cerceamento dos direitos, depois de já ter restringido a divulgação de informações relacionadas ao LGTBI em estabelecimentos de ensino, segundo o governo, no interesse da proteção das crianças.
Em uma entrevista de rádio na sexta-feira, o próprio Orbán defendeu mais uma vez sua visão conservadora da família, em contraste com as visões que o governo descreve como "liberais". Ele ressaltou que a família é a unidade fundamental da sociedade e defendeu "a garantia de que aqueles que têm filhos não estejam em situação pior do que aqueles que não os têm".
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