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MADRID 17 out. (EUROPA PRESS) -
Mais de mil palestinos foram mortos na Cisjordânia em ações violentas atribuídas às Forças de Defesa de Israel (IDF) ou a colonos radicais desde 7 de outubro de 2023, data dos ataques perpetrados pelo Hamas, de acordo com uma contagem das Nações Unidas.
Isso representa 43% de todos os palestinos mortos na Cisjordânia nas últimas duas décadas e é prova de uma escalada de violência que já havia começado antes mesmo dos ataques. Especificamente, o escritório de direitos humanos da ONU registrou 1.001 vítimas.
Essa lista inclui 213 menores de idade, um deles Mohamad Bahjar al Hallaq, que foi morto a tiros pelas forças israelenses enquanto jogava futebol na quinta-feira na cidade de Hebron. A ONU disse estar "chocada" com esse incidente específico.
A ONU atribui o alto número de mortos ao uso indiscriminado de força letal por agentes e militares israelenses, como evidenciado pelo fato de que quase metade dos mortos - 449 em particular - estavam desarmados no momento de suas mortes. Além disso, 174 civis, incluindo 71 menores de idade, foram mortos ao atirar pedras ou coquetéis molotov.
A ONU suspeita que pelo menos 331 casos levantam "sérias dúvidas" de que possam ser execuções extrajudiciais e questiona o lançamento de mais de cem ataques aéreos na Cisjordânia, apesar do fato de que teoricamente não há conflito armado na área que justifique o uso de tais táticas militares.
A organização pediu às autoridades israelenses que investigassem todos os incidentes suspeitos, embora já tenha observado em seu relatório que só tem conhecimento de investigações sobre ataques atribuídos a colonos e, no caso de possíveis abusos por parte das forças oficiais, essas investigações ocorrem "em casos extremamente raros".
Por outro lado, 59 israelenses foram mortos em ataques atribuídos a palestinos ou em confrontos violentos na Cisjordânia e em Israel durante o mesmo período. Pelo menos 22 dos mortos foram identificados como membros das forças israelenses, e a lista também inclui cinco menores de idade.
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