Publicado 30/03/2026 02:25

Mais de 100 venezuelanos no exterior solicitaram o benefício da lei de anistia

Archivo - Arquivo - NAÇÕES UNIDAS, 26 de fevereiro de 2019  O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza (à frente), gesticula durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a situação na Venezuela, na sede da ONU e
Europa Press/Contacto/Li Muzi - Arquivo

MADRID 30 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Comissão Especial de Acompanhamento da Lei de Anistia, Jorge Arreaza, informou neste domingo que mais de uma centena de venezuelanos no exterior solicitaram o benefício dessa lei aprovada em fevereiro passado, que abre caminho para a libertação de quem cometeu crimes no país latino-americano desde 1999.

“Da Comissão Especial, sabemos que há mais de 100 casos de pessoas que, por meio de um procurador, conforme estabelece o artigo 7º da lei, solicitaram a anistia e estão fora do país”, explicou Arreaza em entrevista à emissora TeleSur.

Em seguida, o presidente da referida comissão observou que já se iniciou o prazo para que os juízes “em cada caso tenham analisado e dado sua resposta”, ao mesmo tempo em que expressou o desejo de que “a imensa maioria dessas respostas” se enquadre nos casos previstos na lei e “possam retornar ao país”. A esses, esclareceu, serão respeitados “todos os seus direitos”, “não poderão ser detidos”, comparecerão perante o tribunal e “receberão seus benefícios”.

A esse respeito, e sem querer citar nomes, Arreaza afirmou ter conhecimento de “alguns casos de pessoas que estiveram na oposição mais extrema” e que expressaram “sua vontade de fazer política pela via constitucional”, que “reconheceram seus erros e criticaram com muita veemência o Governo” e sua “proposta de construir o país”, mas que querem retornar e “fazer política em paz”.

Por outro lado, o responsável pela comissão precisou que foram recebidos um total de 13.685 pedidos, dos quais, após um processo de depuração eliminando os repetidos, restaram 11.401. Dessas pessoas, foi dada “resposta com liberdades” a 8.073, estando 260 delas na época na prisão e hoje “em plena liberdade com o crime extinto”.

Ao mesmo tempo, ele observou que das 7.813 pessoas que, desde aproximadamente 2013, 2014 ou 2017, estavam sob um “regime” de comparecimento perante um tribunal a cada certo tempo, dependendo do caso, “já estão em plena liberdade, sem crime”, salvo “alguns casos ainda em andamento”.

Defendendo a Lei de Anistia como uma via para “romper” o “ciclo de violência política”, Arreaza lembrou que, com ela, “o crime é extinto, é apagado dos registros policiais de antecedentes criminais”, salvo as exclusões de crimes muito graves que a lei prevê, oferecendo uma “nova oportunidade de fazer política de maneira civilizada”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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