Publicado 06/02/2026 08:32

Maíllo (IU) critica a “dupla moral” do PP diante de supostos casos de assédio após o “escândalo” da ex-vereadora de Móstoles

O coordenador federal da IU, Antonio Maíllo, fala com a imprensa durante um fórum de prefeitos em Sevilha.
IU ANDALUCÍA

SEVILHA 6 fev. (EUROPA PRESS) - O coordenador federal da Izquierda Unida (IU), Antonio Maíllo, criticou a “dupla moral” que, em sua opinião, o PP demonstra diante de supostos casos de assédio moral ou sexual, na sequência do “escândalo” da ex-vereadora de Móstoles (Madrid), que nesta sexta-feira se soube que apresentará na próxima semana uma queixa aos tribunais por um alegado caso de assédio sexual por parte do presidente da Câmara deste município, Manuel Bautista, e prepara outra contra a Comunidade de Madrid perante o Supremo Tribunal pela alegada fuga de e-mails pessoais.

Em uma coletiva de imprensa no âmbito de uma reunião com prefeitos do IU na província de Sevilha, o também candidato da coalizão Por Andalucía à presidência da Junta nas próximas eleições autônomas se referiu a este “escândalo” derivado da “falta de atenção do Partido Popular, mais uma vez”, em relação ao caso desta ex-vereadora do referido município madrilenho.

Maíllo criticou que o PP demonstra que, se os casos de alegado assédio laboral ou sexual “são de outros partidos”, os “populares” “levam as mãos à cabeça, rasgam as vestes de forma farisaica, porque quando o caso chega à sua organização, no entanto, revitimizam, recriminalizam a vítima e, além disso, transformam isso numa operação contra o PP”, como, segundo acrescentou, sustenta a “indigna” presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, de quem o dirigente da IU disse que “não merece estar nem mais um segundo numa instituição se quer que esta seja digna”.

O coordenador da Izquierda Unida assinalou que “ninguém, nenhuma organização, está isenta destas práticas” de assédio, mas “a chave está na forma como se responde, se agindo ou encobrindo, e pelo que se vê, o Partido Popular opta por encobrir” estes casos, segundo criticou.

Nesse sentido, ele destacou que a IU conta com “um protocolo de assédio” aprovado em sua última assembleia, na qual Antonio Maíllo foi nomeado coordenador geral, e que se traduz em “um procedimento com militantes voluntários que o executam” em matéria de prevenção, com “relatórios trimestrais” e “ação imediata de proteção da pessoa denunciante”, segundo detalhou. Desta forma, o dirigente da IU insistiu na ideia de que “em nenhuma organização estamos isentos dessas práticas”, mas “a diferença está naqueles que aplicam um princípio de ação e aqueles que o encobrem”, como, em sua opinião, “é evidente que fizeram” no PP neste caso de Móstoles.

Maíllo criticou assim tanto “os maus conselhos que foram dados a esta vereadora que pedia proteção e o que lhe deram foram sinais para não levantar o tapete, como a própria prática de um Partido Popular que se dedica a apontar o dedo aos outros, mas não vê os seus próprios defeitos”, concluiu o coordenador da IU.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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