Joaquín Corchero - Europa Press
Ele alerta que Sánchez não pode ficar na "defensiva" e que, por isso, queriam que ele comparecesse ao Congresso MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
O coordenador federal da Izquierda Unida (IU), Antonio Maíllo, pediu ao PSOE que “arrume sua casa” e assuma responsabilidades por ter escolhido pessoas “absolutamente desaconselháveis” para cargos de máxima confiança, em referência aos ex-secretários de Organização Santos Cerdán e José Luis Ábalos.
Ao mesmo tempo, ele alertou que seu partido estará “muito atento” à comparecimento do presidente do Governo, Pedro Sánchez, no Congresso dos Deputados, onde ele terá que prestar esclarecimentos sobre os supostos casos de corrupção que afetam o meio socialista.
“Queríamos a comparecimento de Sánchez porque ele não pode ficar na defensiva, nem desviar o olhar, mas sim assumir a responsabilidade”, afirmou Maíllo em entrevista ao programa “El Programa de Ana Rosa”, da Telecinco, e ao programa “La Cafetera”, da Radiocable, divulgada pela Europa Press.
Nesse contexto, o líder da IU sustentou que o Executivo deve responder pela situação gerada pelos últimos casos conhecidos, entre os quais citou Cerdán, Ábalos, o caso Plus Ultra, as informações sobre Zapatero e as chamadas “cloacas”. “É preciso dar explicações, o PSOE tem que resolver e limpar sua casa”, reiterou.
Da mesma forma, Maíllo defendeu que a esquerda deve ser “incompatível com a corrupção” e exigiu que o Governo adote medidas de renovação que, segundo lamentou, foram acordadas há tempo e ainda não foram implementadas.
Nesse sentido, o coordenador federal da IU lembrou que sua formação apresentou 35 medidas, das quais 13 foram assumidas, mas continuam pendentes de aplicação, e que ele negociou pessoalmente.
SOBRE ZAPATERO: “NÃO PARECE BOM”
Questionado sobre a investigação que envolve o ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero, Maíllo afirmou que “Zapatero não pertence ao Governo” e pediu que se separasse esse caso da situação do Executivo. No entanto, considerou que o que se sabe até agora “não parece nada bom e não parece nada promissor”.
Nesse ponto, defendeu a regulamentação das atividades dos ex-presidentes do Governo. “É preciso regulamentá-las porque, se um Estado oferece aos ex-presidentes uma vida digna depois do mandato, o que eles fazem dedicando-se a atividades absolutamente desaconselháveis?”, questionou.
SOBRE OS ESTADOS UNIDOS E A DIREITA
Por outro lado, o líder da IU também questionou as reuniões do embaixador dos Estados Unidos na Espanha com o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo; o líder do Vox, Santiago Abascal; e a presidente de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, em uma semana em que surgiram novas informações sobre diversos casos.
Maíllo sugeriu que poderia haver uma “intervenção” na divulgação de determinadas informações e pediu transparência sobre o que foi discutido com o diplomata. “Seria um ato de transparência necessário também para saber o que os líderes da direita e da extrema direita conversam com o embaixador dos Estados Unidos”, afirmou.
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