Publicado 29/05/2026 06:16

Maíllo exige que o PSOE "ponha a casa em ordem" e que Sánchez assuma a responsabilidade por ter confiado em Cerdán e Ábalos

O candidato da coalizão Por Andaluzia, Antonio Maíllo, dá uma entrevista coletiva sobre assuntos de atualidade no pátio de imprensa do Parlamento da Andaluzia. Em 27 de maio de 2026, em Sevilha (Andaluzia, Espanha). Antonio Maíllo pediu nesta quarta-feira
Joaquín Corchero - Europa Press

Ele alerta que Sánchez não pode ficar na "defensiva" e que, por isso, queriam que ele comparecesse ao Congresso MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -

O coordenador federal da Izquierda Unida (IU), Antonio Maíllo, pediu ao PSOE que “arrume sua casa” e assuma responsabilidades por ter escolhido pessoas “absolutamente desaconselháveis” para cargos de máxima confiança, em referência aos ex-secretários de Organização Santos Cerdán e José Luis Ábalos.

Ao mesmo tempo, ele alertou que seu partido estará “muito atento” à comparecimento do presidente do Governo, Pedro Sánchez, no Congresso dos Deputados, onde ele terá que prestar esclarecimentos sobre os supostos casos de corrupção que afetam o meio socialista.

“Queríamos a comparecimento de Sánchez porque ele não pode ficar na defensiva, nem desviar o olhar, mas sim assumir a responsabilidade”, afirmou Maíllo em entrevista ao programa “El Programa de Ana Rosa”, da Telecinco, e ao programa “La Cafetera”, da Radiocable, divulgada pela Europa Press.

Nesse contexto, o líder da IU sustentou que o Executivo deve responder pela situação gerada pelos últimos casos conhecidos, entre os quais citou Cerdán, Ábalos, o caso Plus Ultra, as informações sobre Zapatero e as chamadas “cloacas”. “É preciso dar explicações, o PSOE tem que resolver e limpar sua casa”, reiterou.

Da mesma forma, Maíllo defendeu que a esquerda deve ser “incompatível com a corrupção” e exigiu que o Governo adote medidas de renovação que, segundo lamentou, foram acordadas há tempo e ainda não foram implementadas.

Nesse sentido, o coordenador federal da IU lembrou que sua formação apresentou 35 medidas, das quais 13 foram assumidas, mas continuam pendentes de aplicação, e que ele negociou pessoalmente.

SOBRE ZAPATERO: “NÃO PARECE BOM”

Questionado sobre a investigação que envolve o ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero, Maíllo afirmou que “Zapatero não pertence ao Governo” e pediu que se separasse esse caso da situação do Executivo. No entanto, considerou que o que se sabe até agora “não parece nada bom e não parece nada promissor”.

Nesse ponto, defendeu a regulamentação das atividades dos ex-presidentes do Governo. “É preciso regulamentá-las porque, se um Estado oferece aos ex-presidentes uma vida digna depois do mandato, o que eles fazem dedicando-se a atividades absolutamente desaconselháveis?”, questionou.

SOBRE OS ESTADOS UNIDOS E A DIREITA

Por outro lado, o líder da IU também questionou as reuniões do embaixador dos Estados Unidos na Espanha com o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo; o líder do Vox, Santiago Abascal; e a presidente de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, em uma semana em que surgiram novas informações sobre diversos casos.

Maíllo sugeriu que poderia haver uma “intervenção” na divulgação de determinadas informações e pediu transparência sobre o que foi discutido com o diplomata. “Seria um ato de transparência necessário também para saber o que os líderes da direita e da extrema direita conversam com o embaixador dos Estados Unidos”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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