Publicado 01/01/2026 07:03

Maíllo está confiante nas candidaturas unitárias de esquerda que estão à altura do "momento histórico": "Eu sou o peso pesado da uni

O coordenador federal da Izquierda Unida (IU), Antonio Maíllo, durante uma entrevista à Europa Press. Em 23 de dezembro de 2025, em Sevilha (Andaluzia, Espanha).
María José López - Europa Press

SEVILLA 1 jan. (EUROPA PRESS) -

O coordenador federal da Izquierda Unida (IU), Antonio Maíllo, reafirmou seu apoio às candidaturas unitárias na esfera política localizada à esquerda do PSOE diante das eleições regionais que ocorrerão no recém-inaugurado ano de 2026 e, nesse sentido, ele se declarou "o peso pesado da unidade".

"Eles me dizem que eu sou o peso pesado da unidade", disse o líder da IU em uma entrevista à Europa Press, na qual ele enfatizou que passou o último ano e meio como coordenador federal "proclamando", às vezes "com mais sucesso e às vezes com menos, essas propostas de unidade, e não vamos parar de tentar alcançá-las".

Depois de avaliar que nas últimas eleições em Extremadura essa unidade foi alcançada pela esquerda, ele admitiu que em Castilla y León - onde as eleições regionais devem ser realizadas no primeiro trimestre do ano novo - "pode ser mais complicado", enquanto em Aragón, que realizará eleições em 8 de fevereiro, já foi confirmado que o Podemos concorrerá com listas fora daquelas que serão acordadas entre a IU e o Movimiento Sumar.

Da mesma forma, ele advertiu que "nunca" perde "a esperança de que essa unidade entre os partidos de esquerda "também ocorra na Andaluzia, porque no fundo não devemos perder de vista o fato de que aqui estamos em posições de responsabilidade para servir às aspirações do povo", acrescentou.

Nessa linha, ele argumentou que, se essa perspectiva for colocada em primeiro lugar, "haverá bons resultados em termos de aspirações unitárias", e se declarou "otimista" e "muito esperançoso quanto ao futuro dessas eleições e quanto à capacidade que temos na sociedade de refutar as pesquisas".

O CASO DA ANDALUZIA

Dessa forma, e concentrando-se no caso da Andaluzia, onde a IU, o Movimiento Sumar e a Iniciativa del Pueblo Andaluz já confirmaram que disputarão as eleições regionais sob a marca "Por Andalucía", Maíllo destacou que ainda não descartou a possibilidade de o Podemos se unir a essa coalizão, pois acredita que "a reflexão sobre o momento histórico em que vivemos deve levar a uma proposta de natureza unitária".

"Por Andalucía já o é", destacou o líder da IU, antes de enfatizar a ideia de que, "levando em conta este momento", ele acredita que, "no final, a partir do senso comum e da lógica de defender os interesses das pessoas que defendemos, uma proposta unida abrirá o caminho".

O candidato do Por Andalucía à presidência da Junta nas próximas eleições andaluzas acrescentou que "gostaria" que essa coalizão fosse formada por "grupos que não são organizações políticas em termos formais, mas que querem contribuir com seu grão de areia".

A esse respeito, ele citou o caso da plataforma Frente Amplio de Sevilla, com a qual se reuniu recentemente, e que será incorporada à elaboração do programa eleitoral do Por Andalucía e quer "participar do processo político", segundo Maíllo, que considerou isso uma "boa notícia que, esperamos, seja acompanhada pela incorporação de mais atores políticos".

Questionado sobre o caso específico do Podemos Andaluzia, que descartou a possibilidade de fazer parte de uma coalizão com a IU se ela também incluir Sumar, Maíllo enfatizou que a Izquierda Unida sustenta que "todos nós podemos caber" na mesma candidatura e, no momento atual de "crescente apoio à extrema direita, não podemos nos permitir muitos luxos, e qualquer fragmentação ou divisão enfraquece", advertiu.

Nessa linha, ele disse ser favorável à apresentação de propostas em favor da unidade, embora também "a partir da defesa da diversidade e de visões políticas que nem sempre precisam coincidir cem por cento", mas a partir da premissa de que "tudo o que pode ser contribuído é positivo, e os vetos nunca são negativos em propostas unitárias".

Por outro lado, questionado sobre a relação entre o Por Andalucía e o Adelante Andalucía, outro partido à esquerda do PSOE-A que já anunciou que concorrerá separadamente nas próximas eleições regionais, Maíllo destacou que "neste momento" as relações que os unem são aquelas que "podem ser mantidas com outros grupos parlamentares" na Andaluzia, embora com um grau "maior" de proximidade na medida em que "iniciativas conjuntas são desenvolvidas no Parlamento", conforme explicou.

Sobre esse ponto, de qualquer forma, Maíllo insistiu que, na atual "realidade eleitoral", a "soma de todas as organizações" da esquerda "significaria um formidável impulso de apoio que não seria dado no caso de fragmentação". "É uma realidade que temos de aceitar", advertiu, antes de acrescentar que, de qualquer forma, "não podemos nos colocar em nostalgia ou melancolia, porque essas não são forças que se movem politicamente".

"E é por isso que o Por Andalucía já está com esse roteiro desenhando uma conexão com a sociedade andaluza, com amplos setores da esquerda que nos apoiam e concordam conosco, e é nisso que temos que trabalhar", acrescentou o candidato, que acrescentou que "a política também é a arte de administrar a realidade, não o que gostaríamos que existisse".

Ele também expressou sua confiança de que "haverá mais apoio para a candidatura mais comprometida com uma frente unida", que é a do Por Andalucía, como ele disse, antes de ressaltar que "respeitamos as decisões de outras organizações de seguir sozinhas, mas acredito que, no final, as pessoas sempre se identificam com propostas generosas e amplas".

"E é nesse sentido que nos sentimos muito identificados, com as aspirações amplas das pessoas da esquerda andaluza que querem uma proposta unida e política", concluiu Antonio Maíllo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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