FRANCISCO J. OLMO - EUROPA PRESS
SEVILHA 28 fev. (EUROPA PRESS) - O coordenador federal da Izquierda Unida, Antonio Maíllo, afirmou que “a maioria absoluta do Partido Popular foi perdida” e apelou à mobilização da esquerda que se encontra na abstenção, considerando que essa será “a chave” para promover uma mudança política na Andaluzia.
Em declarações à imprensa antes do início da manifestação convocada pela Plataforma 28F em Sevilha por ocasião do Dia da Andaluzia, Maíllo minimizou a importância da sucessão de pesquisas publicadas nos últimos dias, embora tenha apontado que nelas “se detecta a realidade de que o Partido Popular perdeu a maioria absoluta”.
“Acho que vi três pesquisas em dois dias; aqui vão ser feitas muitas pesquisas todos os dias e a única coisa que pode interessar é o estado de espírito que existe”, afirmou o dirigente da IU quando questionado sobre a última pesquisa publicada.
Nesse sentido, defendeu que o atual cenário demoscópico aponta para uma mudança na correlação de forças no Parlamento andaluz e sublinhou que “a determinação” da sua coligação passa por ativar o eleitorado progressista que não votou nas anteriores eleições regionais.
Nesse sentido, Maíllo insistiu que “a chave está na mobilização daqueles que agora estão na abstenção”, entendendo que o resultado eleitoral será consequência direta da participação daqueles que atualmente “não têm o voto decidido”.
Segundo ele, sua coalizão pretende “abraçar e acolher” pessoas de forma plural que “tenham a vontade e a ilusão” de construir um governo alternativo ao do Partido Popular, num contexto em que, em sua opinião, se percebe “uma enorme energia de mudança” na população andaluza.
Maíllo assegurou que, em sua viagem pela comunidade, detecta um mal-estar crescente pelo “colapso da saúde pública”, a “deterioração da educação pública” e o aumento dos preços, citando expressamente que “a Andaluzia aumenta o preço da habitação acima da média nacional” como exemplo do que classificou como “uma má notícia” derivada das políticas do Governo andaluz.
Além disso, o dirigente acusou o presidente da Junta, Juanma Moreno, de ter levado a Andaluzia “aos níveis mais baixos de autogoverno” e defendeu a necessidade de “recuperar o poder andaluz que foi diminuído pelo governo”.
Nesse contexto, reiterou que seu objetivo é “construir uma alternativa”, a partir da esquerda que esteja “animada”, que “queira governar” e que “tenha capacidade de governo”, com o objetivo de chegar a junho “nas melhores condições”.
Da mesma forma, Maíllo lamentou “a insuportável tragédia do suposto assassinato machista de uma mulher em El Puerto de Santa María” e apontou que é “insuportável” que em 28 de fevereiro seja necessário condenar novamente um caso de violência de gênero.
O dirigente da IU salientou que não só se deve condenar o crime, mas também “todos aqueles que negam uma realidade evidente e uma tragédia evidente”, em referência àqueles que questionam a existência da violência de gênero, e defendeu a necessidade de construir “a esperança frente a este flagelo”.
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