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MADRID 7 jun. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, prometeu neste domingo que não haverá espaço para a imigração ilegal no país sob seu novo governo, na mesma semana em que, perante o chanceler alemão, Friedrich Merz, se comprometeu a adotar uma “abordagem mais construtiva” nas relações com Bruxelas, com um novo Pacto Migratório que entrará em vigor dentro de cinco dias.
Sob o governo de seu partido, o Tisza, Magyar garantiu nas redes sociais que “não haverá migrantes ilegais na Hungria” e que “quem afirmar o contrário está mentindo e enganando seus próprios eleitores”.
Na última sexta-feira, centenas de pessoas se reuniram na capital do país, Budapeste, para protestar contra a possibilidade de Magyar acabar assinando o novo Pacto Europeu de Migração e Asilo, que entra em vigor na sexta-feira, 12 de junho.
Magyar prometeu normalizar as relações com a UE, mas alertou que sua prioridade será a defesa dos interesses nacionais.
Em sua visita a Berlim, etapa prévia ao encontro em Paris com o presidente francês, Emmanuel Macron, o líder húngaro destacou a responsabilidade e a expectativa, também no âmbito europeu, em relação ao seu mandato após a vitória esmagadora que pôs fim à era de Viktor Orbán.
“Eles estão satisfeitos com o retorno da Hungria à mesa de negociações europeia como um país livre e soberano”, comentou em declarações divulgadas pelo portal Telex, sobre o retorno da Hungria a uma abordagem construtiva nos debates comunitários.
Assim, ele indicou que a Hungria estaria disposta a negociar temas como migração, política externa e competitividade no contexto europeu. “Não prometi ao chanceler que sempre concordaríamos em tudo, mas sempre estaremos presentes”, matizou, defendendo que se mantenham longas conversas sobre esse tipo de assunto.
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