Europa Press/Contacto/Chan Ho-Him - Arquivo
MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) - O líder dissidente de Hong Kong Jimmy Lai desistiu de recorrer da sua condenação a 20 anos de prisão por apoiar os grandes protestos no final da década passada no território contra, segundo os participantes, a interferência da China na política local e, em particular, no seu sistema jurídico.
Esses protestos terminaram em fracasso retumbante: Pequim acabou impondo sua chamada Lei de Segurança Nacional, que acabou esmagando qualquer tentativa de oposição por meio de uma perseguição implacável a ativistas como Lai, de 78 anos, fundador da principal empresa de mídia de Hong Kong, Next Digital, bem como do jornal-bandeira dos opositores, o já extinto “Apple Daily”.
Lai acabou preso em agosto de 2020 e finalmente condenado no mês passado a passar duas décadas atrás das grades por traição ao abrigo da referida lei, defendida por Pequim como o instrumento mais importante de que dispõe para contrariar as ações, como sempre argumentou, das potências ocidentais que procuravam desestabilizar a sua integridade nacional.
Os advogados de Lai acabaram confirmando a decisão de seu cliente, que deu “instruções claras e definitivas” para arquivar o caso, conforme informou sua equipe jurídica ao South China Morning Post, enquanto as autoridades chinesas comemoravam o fim de um processo absolutamente “imaculado”, nas palavras do vice-diretor do Escritório para a Salvaguarda da Segurança Nacional, Sun Qingye.
“Com decisões como essas, a segurança de Hong Kong vai melhorar ainda mais”, declarou Sun em comentários divulgados pela rádio e televisão pública de Hong Kong. “Os juízes proferiram a sentença com base em seus atos criminosos, de acordo com a Lei de Segurança Nacional. Portanto, emitiram um julgamento muito acertado. Acredito que não houve nenhum erro”, acrescentou o alto funcionário.
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