Publicado 30/03/2025 18:28

Maduro reprova os EUA por sua decisão de "atacar o mundo" e adverte que "eles são os que perdem".

Washington revogou licenças e isenções que permitiam às empresas petrolíferas de todo o mundo exportar o petróleo bruto venezuelano sem sanções.

Archivo - Arquivo - Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro (arquivo)
PRESIDENCIA DE VENEZUELA - Arquivo

MADRID, 30 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu no domingo que a decisão de revogar as licenças e isenções que permitiam às empresas petrolíferas estrangeiras exportar o petróleo venezuelano é um sintoma de sua decisão de "atacar o mundo" e advertiu que "eles são os que perdem".

"Lá (os Estados Unidos) decidiram atacar o mundo inteiro. Quem perde são eles", disse Maduro em um vídeo publicado em seu canal no Telegram.

"A Venezuela é um país livre. Não somos colônia de ninguém. Ninguém está vindo para nos narcisizar, para nos ignorar. Ninguém é ninguém. Não, esse tempo acabou. O tempo em que eles nos atacavam e davam ordens ao país em inglês", argumentou.

Maduro defendeu o desejo da Venezuela de "ter relações de respeito, cooperação, comunicação, mas relações civilizadas, de respeito".

E argumentou que "não é um homem, não é Maduro, é um povo determinado a ser livre, rebelde, empoderado, organizado, consciente, amoroso, heroico e bolivariano". "Eles não serão capazes de nos derrotar, nunca. Nunca", reiterou.

Neste fim de semana, soube-se que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, revogou as permissões e isenções concedidas a várias empresas petrolíferas, incluindo a espanhola Repsol, para exportar petróleo bruto da Venezuela.

Fontes da Repsol consultadas pela Europa Press confirmaram que receberam a carta da administração dos EUA comunicando a revogação da permissão para exportar petróleo venezuelano.

A decisão de Washington inclui a empresa petrolífera norte-americana Global Oil Terminals, de propriedade do milionário e doador do Partido Republicano Harry Sargeant III, a empresa francesa Maurel et Prom e a já mencionada Repsol. Essas empresas devem encerrar suas operações na Venezuela até 27 de maio, explicam as fontes.

A decisão de Washington também afeta as licenças emitidas para as empresas de gás venezuelanas que têm uma relação comercial com a empresa petrolífera estatal venezuelana PDVSA.

Essas autorizações foram emitidas pelo Departamento do Tesouro dos EUA na forma de licenças, isenções ou cartas de conformidade para permitir que elas operem na Venezuela e exportem o petróleo da PDVSA sem serem afetadas pelas sanções impostas por Washington.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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