A oposição venezuelana espera uma alta abstenção, enquanto os EUA acusam o presidente de governo "ilegítimo" e tráfico de drogas.
MADRID, 27 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, convocou uma votação popular no início das eleições municipais deste domingo na Venezuela; um dia que, ele espera, seja um dia de "celebração e paz" para toda a população.
"O chamado é para votar! Hoje, o povo exerce sua democracia direta e protagonista, elegendo as autoridades dos Prefeitos e Conselhos Municipais e, simultaneamente, será realizada a Consulta Popular Nacional da Juventude. É um dia de festa e paz!", proclamou Maduro em sua conta no Instagram.
Mais de 21 milhões de venezuelanos estão convocados para essas eleições, que decidirão 335 prefeitos e mais de 2.400 vereadores de 53 partidos políticos, bem como uma "consulta popular" para decidir sobre uma série de projetos em benefício da juventude do país.
Para evitar incidentes, o exército venezuelano mobilizou mais de 180.000 soldados em todo o país em eleições nas quais há grande interesse devido à taxa de abstenção. A líder da oposição, María Corina Machado, publicou uma breve mensagem em suas redes sociais na qual prevê um fracasso de participação, como aconteceu em eleições anteriores, como as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024 ou as eleições regionais de 25 de maio.
"No dia 28 aconteceu, no dia 25 aconteceu novamente e amanhã, dia 27, acontecerá novamente. Eles foram deixados sozinhos e expostos. Porque isso vai acontecer", garantiu.
Os Estados Unidos, sem abordar diretamente as eleições, também aproveitaram a oportunidade para criticar o governo venezuelano por meio de uma mensagem publicada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, dedicada a deslegitimar Maduro.
"Maduro não é o presidente da Venezuela e seu regime NÃO é o governo legítimo", disse Rubio em uma mensagem publicada no domingo, depois de declarar o cartel venezuelano Los Soles uma organização terrorista e apontar o presidente como seu líder.
"Maduro é o líder do Cartel Los Soles, uma organização narcoterrorista que assumiu o controle de um país. E ele é acusado de contrabandear drogas para os Estados Unidos", disse o chefe da diplomacia norte-americana.
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