Publicado 22/12/2025 23:44

Maduro pede a Trump que se preocupe com "os problemas de seu país": "Você estaria melhor".

Archivo - CARACAS, 15 de setembro de 2025 -- O presidente venezuelano Nicolas Maduro discursa em uma coletiva de imprensa em Caracas, Venezuela, em 15 de setembro de 2025. Maduro disse na segunda-feira que os canais de comunicação entre os Estados Unidos
Europa Press/Contacto/Meng Yifei - Arquivo

O Parlamento aprova uma lei para punir com 15 a 20 anos de prisão qualquer pessoa que ajude a bloquear o comércio com a Venezuela.

MADRID, 23 dez. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta segunda-feira ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que "atenda aos assuntos de seu país", considerando que "ele faria melhor", em meio à escalada de tensões entre Washington e Caracas por conta da suposta operação contra o narcotráfico no país norte-americano e das ameaças de Trump de intervir militarmente em solo venezuelano.

"Um presidente não pode estar pensando em como vai governar outros países. Imagine se eu perdesse meu tempo, em vez de ser presidente da Venezuela, pensando em me intrometer em outros países, em procurar problemas e problemas para outros países, em querer governar o mundo. Eu estaria fazendo isso muito mal. Seria errado", declarou. Seria errado", declarou ele durante um evento em Caracas, transmitido pela emissora estatal VTV.

O líder argumentou que "é preciso se concentrar em governar o próprio país, em lidar com os problemas do próprio país e reunir todas as forças econômicas e sociais, todas as forças vivas de um país para produzir, que é o que fizemos, com um plano".

Maduro também comentou sobre a partida, no dia anterior, de um navio petroleiro pertencente à empresa norte-americana Chevron: "Quando assinamos um contrato de acordo com a Constituição, ele é honrado, faça chuva ou faça sol, como está acontecendo com a Chevron".

Nesse sentido, ele se dirigiu aos "investidores que vivem sob o respeito das normas nacionais, da Constituição, da Lei de Hidrocarbonetos" para assegurar que "somos pessoas de palavra e de direito, somos pessoas sérias".

"Além dos conflitos circunstanciais e momentâneos que possamos ter com a atual administração (dos EUA), com a Chevron o contrato é cumprido à risca", acrescentou, depois que a vice-presidente Delcy Rodríguez informou a partida do navio 'Canopus Voyager' "com petróleo venezuelano destinado aos Estados Unidos".

PARLAMENTO CONSIDERA PENA DE PRISÃO PARA AQUELES QUE "PROMOVEM O BLOQUEIO" DO COMÉRCIO

Na segunda-feira, a Assembleia Nacional (AN) aprovou em primeira leitura um projeto de lei destinado a garantir a liberdade de navegação e comércio contra "pirataria, bloqueios e outros atos internacionais ilícitos", como Caracas descreveu as recentes ações da Marinha dos EUA.

A iniciativa, apresentada pelo deputado Giuseppe Alessandrello (Partido Socialista Unido da Venezuela), visa a proteger as relações comerciais do país e os venezuelanos das "ações predatórias do governo dos EUA".

Para tanto, estabelece penas de prisão de 15 a 20 anos para "qualquer pessoa que promova, instigue, solicite, invoque, favoreça, facilite, apoie, financie ou participe de ações de pirataria, bloqueio ou outros atos ilícitos internacionais contra pessoas jurídicas que realizem operações comerciais com a República (da Venezuela) e suas entidades, por parte de Estados, potências, corporações ou pessoas estrangeiras".

O projeto de lei também prevê a punição dessas ações com multas "no valor equivalente a 100.000 e um milhão de vezes a taxa de câmbio mais alta publicada pelo Banco Central da Venezuela".

"Este povo da Venezuela (...) responderá a todas as agressões e vencerá, não tenham dúvida disso", disse o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, ao final da votação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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