PRESIDENCIA VENEZUELA - Arquivo
MADRID 25 nov. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, defendeu nesta segunda-feira que "façam o que fizerem, não conseguirão derrotar a Venezuela", diante da escalada de tensões com os Estados Unidos, acentuada pela designação por Washington do Cartel dos Sóis como organização terrorista estrangeira e pelo destacamento militar norte-americano no Mar do Caribe.
"Façam o que fizerem, como fizerem, onde fizerem, não conseguirão derrotar a Venezuela. Somos invencíveis", disse o presidente em seu programa na emissora estatal VTV, onde denunciou "ameaças, guerras psicológicas, políticas (e) diplomáticas".
No entanto, Maduro insistiu em manter a paz: "A vitória continuará sendo nossa, alcançada por nossos próprios esforços", declarou.
Suas observações foram feitas na véspera da chegada a Trinidad e Tobago do chefe do Estado-Maior dos EUA, Dan Caine, apenas 24 horas após a nomeação do Cartel dos Sóis - cuja liderança Washington atribui a Maduro e a outras altas autoridades - e menos de uma semana após a conclusão dos exercícios militares conjuntos entre os fuzileiros navais dos EUA e as tropas de Trinidad e Tobago no Mar do Caribe.
O governo Trump, que autorizou a CIA a operar na Venezuela, usou o suposto papel do Cartel dos Sóis no comércio de drogas como um de seus principais trunfos para justificar ataques a supostos traficantes de drogas nas águas do Caribe, embora também os tenha estendido ao leste do Pacífico, matando pelo menos 83 pessoas em 21 operações no total.
Apesar de Maduro não ter se referido ao grupo em seu discurso, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, reagiu ao anúncio de Washington sobre a organização, que ele descreveu como "inexistente", como uma "farsa ridícula" para justificar uma "intervenção ilegítima" no país.
As opiniões divergem sobre a existência ou não dessa suposta organização do narcotráfico, que, segundo alguns especialistas, não tem hierarquia e não passa de uma rede de corrupção formada por políticos e membros do alto escalão das forças armadas venezuelanas que se beneficiam de acordos específicos com grupos do narcotráfico.
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