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"Não seja louco", disse ele a Washington.
MADRID, 8 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou nesta terça-feira que os responsáveis pelo plano denunciado no dia anterior para atacar a embaixada dos Estados Unidos em Caracas estão em solo norte-americano, em resposta às declarações de Washington que horas antes lembrou que não tem presença diplomática no país latino-americano desde 2019.
"Os terroristas que prepararam o ataque frustrado e fracassado contra sua embaixada, que aconteceria entre domingo à noite ou segunda-feira como um incidente para uma escalada de violência, estão nos Estados Unidos e eles têm os nomes, então não ajam como loucos", disse ele no canal de televisão estatal VTV.
O presidente explicou que o Encarregado de Negócios dos EUA em Bogotá, John McNamara, está ciente desde segunda-feira dos "nomes, sobrenomes e localização das pessoas responsáveis na América que prepararam esse ataque à Embaixada dos EUA em Caracas, um plano terrorista que hoje foi frustrado".
Maduro também disse que "se necessário, tornaremos públicas (as informações)". "Por razões prudentes, estamos informando oficialmente o governo dos EUA, para que ele possa realizar investigações e proceder à captura imediata dos terroristas que estão lá nos Estados Unidos", acrescentou.
Um porta-voz do Departamento de Estado disse à Europa Press horas antes que "em março de 2019, o Departamento (...) retirou todo o pessoal diplomático da Embaixada em Caracas e suspendeu suas operações". "Todos os serviços consulares, tanto de rotina quanto de emergência, permanecem suspensos até novo aviso", disse ele.
A esse respeito, ele reiterou que a segurança do pessoal diplomático e de seus cidadãos no exterior é uma "prioridade máxima" para o governo, que não recomenda que seus cidadãos viajem para a Venezuela "sob nenhuma circunstância".
Ele também evitou comentar sobre esse suposto plano, que as autoridades venezuelanas denunciaram na segunda-feira e que acusam "setores extremistas da direita local" de estarem por trás. Caracas informou que havia informado uma "embaixada europeia" para que transmitisse a mensagem a Washington.
"Não comentamos conversas diplomáticas nem divulgamos detalhes de procedimentos de segurança", disse o porta-voz da pasta diplomática dos EUA.
O presidente Nicolas Maduro disse que o objetivo era colocar um explosivo nas proximidades da embaixada em Caracas e disse que Washington já tem todas as informações coletadas pelas autoridades venezuelanas.
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