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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira que a operação de "falsa bandeira" denunciada no dia anterior pela vice-presidente Delcy Rodríguez para justificar um ataque contra o país latino-americano incluía "o assassinato ou sequestro de policiais militares" da Guiana.
"Qual era a ideia por trás dessa ação? Que ia haver um infortúnio lá, um infortúnio com o sequestro e assassinato de alguns policiais militares da República Cooperativa da Guiana e eles vão acusar a Venezuela disso, é o que se chama de operação de bandeira falsa, um falso positivo", explicou.
O presidente disse ao canal estatal VTV que as pessoas que realizaram essa suposta operação em 18 de fevereiro na Guiana "confessaram que receberam uma grande soma de dinheiro e que foram forçadas por vários dias a realizar a ação antes do dia 19", data em que a cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom) deveria começar. "Informei oficialmente a um grupo de primeiros-ministros da Caricom que isso estava acontecendo", acrescentou.
"As pessoas que fizeram isso foram capturadas em território venezuelano. Elas foram investigadas pela Procuradoria Geral, processadas e estão sendo julgadas", disse Maduro, depois de declarar que "esse grupo de criminosos venezuelanos" estava a soldo do órgão público "todas as provas do dinheiro, das armas e do testemunho dessas pessoas que foram usadas" para a operação de "falsa bandeira" contra seu governo.
Essas declarações foram feitas depois que o vice-presidente denunciou os eventos de 18 de fevereiro, ressaltando que a Guiana "se apresentou como vítima" na cúpula que reuniu 14 países do Caribe.
Rodríguez também acusou a líder da oposição María Corina Machado e o fundador do grupo mercenário norte-americano BlackWater, Erik Prince, de orquestrar uma operação desse tipo para justificar alguma ação "retaliatória" contra o país latino-americano, na qual também estão implicados o secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, e a empresa petrolífera norte-americana ExxonMobil, que opera nas águas do Essequibo, uma área que faz parte da Guiana e é reivindicada pela Venezuela.
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