Publicado 08/04/2025 02:14

Maduro diz que operação de "bandeira falsa" incluiu "assassinato ou sequestro" de agentes guianenses

Archivo - 18 de dezembro de 2023, Valencia, Carabobo, Venezuela: 18 de dezembro de 2023. Um oficial militar, membro das forças armadas bolivarianas da Venezuela, presente em um ato de segurança chamado Natal Seguro. Na cidade de Valencia, estado de Carabo
Europa Press/Contacto/Juan Carlos Hernandez

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira que a operação de "falsa bandeira" denunciada no dia anterior pela vice-presidente Delcy Rodríguez para justificar um ataque contra o país latino-americano incluía "o assassinato ou sequestro de policiais militares" da Guiana.

"Qual era a ideia por trás dessa ação? Que ia haver um infortúnio lá, um infortúnio com o sequestro e assassinato de alguns policiais militares da República Cooperativa da Guiana e eles vão acusar a Venezuela disso, é o que se chama de operação de bandeira falsa, um falso positivo", explicou.

O presidente disse ao canal estatal VTV que as pessoas que realizaram essa suposta operação em 18 de fevereiro na Guiana "confessaram que receberam uma grande soma de dinheiro e que foram forçadas por vários dias a realizar a ação antes do dia 19", data em que a cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom) deveria começar. "Informei oficialmente a um grupo de primeiros-ministros da Caricom que isso estava acontecendo", acrescentou.

"As pessoas que fizeram isso foram capturadas em território venezuelano. Elas foram investigadas pela Procuradoria Geral, processadas e estão sendo julgadas", disse Maduro, depois de declarar que "esse grupo de criminosos venezuelanos" estava a soldo do órgão público "todas as provas do dinheiro, das armas e do testemunho dessas pessoas que foram usadas" para a operação de "falsa bandeira" contra seu governo.

Essas declarações foram feitas depois que o vice-presidente denunciou os eventos de 18 de fevereiro, ressaltando que a Guiana "se apresentou como vítima" na cúpula que reuniu 14 países do Caribe.

Rodríguez também acusou a líder da oposição María Corina Machado e o fundador do grupo mercenário norte-americano BlackWater, Erik Prince, de orquestrar uma operação desse tipo para justificar alguma ação "retaliatória" contra o país latino-americano, na qual também estão implicados o secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, e a empresa petrolífera norte-americana ExxonMobil, que opera nas águas do Essequibo, uma área que faz parte da Guiana e é reivindicada pela Venezuela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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