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MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou neste domingo o "sequestro cruel e ultrajante" de emigrantes venezuelanos deportados para El Salvador, onde estão presos.
"As ações dos governos dos Estados Unidos e de El Salvador contra nossos jovens trabalhadores constituem um ato de crueldade e injustiça, um sequestro cruel e ultrajante. Da Venezuela, exigimos que o governo dos Estados Unidos cesse a perseguição e a violação dos direitos dos migrantes venezuelanos", publicou Maduro nas mídias sociais.
No último fim de semana, os Estados Unidos deportaram quase 200 migrantes venezuelanos acusados de pertencer à organização criminosa Tren de Aragua e foram deportados para uma prisão de segurança máxima em El Salvador.
Espera-se que a Venezuela receba um novo voo de migrantes neste domingo, como parte do chamado Plano Vuelta a la Patria (Plano de Retorno à Pátria), depois que Caracas e Washington concordaram em retomar as viagens.
Maduro também participou por telefone de uma assembleia no município de Ezequiel Zamora, no estado de Cojedes, na qual defendeu "continuar avançando nos circuitos comunais, nas salas de autogoverno popular, em todas as equipes de trabalho e uma agenda completa".
Ele também pediu à população que se preparasse para a consulta popular marcada para 27 de abril. "Entramos em um novo estágio de reconstrução. É uma democracia popular direta. O povo com o povo e para o povo", argumentou ele. "Nessa nova etapa, o povo deve ter todo o poder. Estamos transformando tudo o que temos que transformar", reiterou.
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