PRESIDENCIA DE VENEZUELA - Arquivo
MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por revogar o status de proteção temporária (TPS) de que gozam cerca de 350 mil venezuelanos nos EUA e apontou o secretário de Estado Marco Rubio e a congressista republicana María Elvira Salazar como os principais culpados.
"Eu rejeito e repudio a tentativa criminosa de tirar o TPS dos migrantes", disse Maduro em um discurso transmitido pela televisão pública, no qual ele enfatizou que é "toda a máfia de Miami que pediu para tirar esse status" dos cidadãos venezuelanos.
Ele garantiu que o objetivo é "reunir as famílias venezuelanas em um país mais recuperado e mais forte", agora que elas são forçadas a retornar. "Mais cedo ou mais tarde, em uma Venezuela recuperada, em uma Venezuela próspera e forte, todos os migrantes voltarão ao seio da família e reuniremos toda a família venezuelana", disse ele, antes de afirmar que eles serão recebidos "de braços abertos para continuar trabalhando para o futuro".
Nesse sentido, ele deixou claro que agora é o momento de "construir um país mais sólido" na "única terra abençoada e pátria que temos". "Vamos torná-la grande para que todos os migrantes que tiveram que sair por causa da guerra econômica e (...) aqueles que foram levados a acreditar que estavam indo para o paraíso e acabaram na tragédia americana possam retornar", afirmou.
Suas palavras foram proferidas um dia depois que a Suprema Corte dos EUA permitiu que o governo Trump revogasse esse status de milhares de migrantes do país caribenho para facilitar sua possível deportação. A mais alta corte dos EUA decidiu a favor da proposta, que busca pôr fim a essa proteção que remonta ao período do ex-presidente Joe Biden na Casa Branca.
A medida adotada por Biden permitiu que os venezuelanos continuassem a se beneficiar de proteção específica até outubro de 2026, o que lhes abriu as portas para trabalhar legalmente nos Estados Unidos. Esse status também os protegeu da deportação iminente.
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