Europa Press/Contacto/Meng Yifei
MADRID 21 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, defendeu a liberdade e a soberania da Venezuela, reivindicando a força e a unidade do povo venezuelano diante das últimas ameaças feitas por seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de quem o líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) disse não ter medo.
O povo venezuelano diz ao império: "Chega de ameaças, viva a liberdade do povo venezuelano, viva a pátria livre e soberana", disse o líder venezuelano, que afirmou - parafraseando uma canção mexicana que foi um símbolo da luta contra a ditadura em Honduras na primeira década do século XXI - que os Estados Unidos "têm medo deles porque eles não têm medo", segundo a emissora estatal VTV.
Na mesma linha, Maduro se vangloriou de que as "ameaças" do "império dos EUA", longe de incutir medo no povo venezuelano, apenas deram origem a uma pátria "mais unida do que nunca". "Estamos mais unidos do que nunca para garantir a soberania, a paz e o direito à vida e ao trabalho do povo venezuelano", insistiu.
O presidente latino-americano também reivindicou a natureza "guerreira, rebelde e livre" dos venezuelanos e garantiu que eles são "corajosos e preparados" para enfrentar qualquer dificuldade.
"Se nos ameaçarem, seremos ainda mais duros", disse o presidente, convocando também seus parceiros latino-americanos e caribenhos, a quem assegurou que "o povo bolivariano está de pé, independente, livre e soberano, e o império brutal não conseguiu colocá-lo de joelhos, nem nunca conseguirá".
As palavras de Maduro foram proferidas depois que Donald Trump advertiu Caracas, no sábado, sobre as consequências "incalculáveis" se o país não aceitar o retorno dos imigrantes deportados, que ele descreveu como "os piores do mundo".
Essa troca de declarações destaca a recente escalada de tensões entre os dois países, em um contexto em que a Venezuela acusou os Estados Unidos de desencadear uma "guerra não declarada" no Caribe e exigiu uma investigação da ONU sobre os ataques a barcos supostamente carregados de drogas pelas Forças Armadas dos EUA, que já deixaram pelo menos 14 pessoas mortas nas últimas semanas.
Washington, por sua vez, enviou vários navios de guerra para o Caribe, na costa da Venezuela, e enviou caças F-35 para Porto Rico.
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