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MADRID 14 nov. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta sexta-feira ao povo americano que "detenha a mão louca daqueles que estão ordenando uma guerra no Caribe", no contexto da operação militar lançada por Washington na região, alegando uma luta contra o narcotráfico, que levou a um aumento das tensões entre os dois países.
"É ao povo dos Estados Unidos que me dirijo neste momento (...) para dizer-lhes que parem a mão louca daqueles que ordenam bombardeios, mortes e guerras na América do Sul e no Caribe. Parem a guerra. Não à guerra", declarou ele durante uma reunião de juristas em defesa do direito internacional realizada na capital venezuelana, Caracas.
Maduro sustentou que "o povo dos Estados Unidos tem um papel fundamental neste momento para impedir o que poderia ser uma tragédia para" todo o continente. Ele também considerou que "a grande maioria do povo americano não quer guerra no mundo e muito menos quer uma guerra na América".
Da mesma forma, o chefe de Estado venezuelano defendeu em seu discurso que "não se pode permitir que uma corrente militarista e colonialista surja e se imponha e venha a matar" pessoas inocentes.
As declarações de Maduro foram feitas um dia depois que o Pentágono anunciou a Operação 'Lança Sul' contra "narcoterroristas" na América Latina, após o envio de um novo porta-aviões e no contexto dos bombardeios contra supostos navios de drogas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, que deixaram mais de 70 mortos.
As Nações Unidas, bem como os governos da Venezuela e da Colômbia, denunciaram essas práticas como execuções extrajudiciais e destacaram que as vítimas são principalmente pescadores. Em Caracas, há temores de uma possível intervenção militar dos EUA, um extremo do qual Bogotá também alertou.
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