Publicado 28/08/2025 23:16

Maduro agradece a Petro por enviar militares para a fronteira entre a Colômbia e a Venezuela

Archivo - RÚSSIA, MOSCOU - 9 de maio de 2025: Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, e sua esposa Cilia Flores participam de uma recepção para os chefes de delegações estrangeiras no Kremlin de Moscou após um desfile militar na Praça Vermelha no Dia da
Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak

MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, saudou o envio anunciado na quinta-feira por seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, de 25 mil soldados para a área de fronteira, no que ele considerou uma medida de "unidade pela soberania" entre os dois países vizinhos.

"Agradeço ao presidente da Colômbia, nossa irmã Colômbia, com quem compartilhamos uma única bandeira, amarela, azul e vermelha, o estandarte dos exércitos libertadores, (que) deu uma ordem hoje para reforçar com 25 mil homens (...) toda a área do Catatumbo colombiano", disse Maduro durante um ato público, no qual saudou essa decisão porque "a coordenação da zona binacional avança para o bem (...) da prosperidade futura de nossos povos fronteiriços".

O presidente, que confirmou os contatos entre os ministros da Defesa dos dois países, defendeu que "nós, venezuelanos e colombianos, unidos pela paz, prosperidade e soberania, estamos vigiando, cuidando e preservando nossa terra".

Ele também aplaudiu o fato de que "depois de 20 dias contínuos de anúncios, ameaças, guerra psicológica, (...) de cerco contra a nação venezuelana, hoje somos mais fortes do que ontem" e garantiu que "eles não conseguiram, nem conseguirão, não há como eles entrarem na Venezuela", em referência aos Estados Unidos, embora Petro tenha justificado a "militarização" de Catatumbo "para reduzir ao máximo as forças da máfia" e combater o tráfico de drogas.

"Não é a terra que vence a máfia, é a coordenação entre os dois Estados que consegue isso", disse o presidente colombiano nas redes sociais, dias depois que o governo venezuelano também anunciou o envio de mais 15 mil soldados venezuelanos para a região da fronteira.

Essas últimas ações coincidem com a tensão política entre a Venezuela e os Estados Unidos sobre o envio de embarcações militares para a região. Washington também insistiu na necessidade de combater o tráfico de drogas, pelo qual considera Maduro diretamente responsável.

A Casa Branca advertiu na quinta-feira que a administração de Donald Trump "está preparada para usar qualquer elemento do poder dos EUA" para conter o tráfico de drogas da Venezuela e levar os responsáveis à justiça, sem descartar a ação militar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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