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MADRID 27 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, advertiu na sexta-feira que está "pronto" para ativar o "estado de comoção estrangeira" se a Venezuela for atacada militarmente e assegurou que o país tem uma força militar "coesa e capaz de preservar a paz".
"O decreto de comoção externa, que está pronto, segue o processo de consulta jurídica e social, o Conselho Nacional de Soberania e Paz será consultado em breve sobre o texto autêntico, que como instrumento constitucional tenho em minha mão para o caso de a pátria ser atacada militarmente, o que esperamos que com o favor de Deus não aconteça", disse o presidente em declarações transmitidas pela emissora estatal VTV.
Durante o mesmo discurso, o presidente apresentou essa medida como um instrumento que permitirá que "toda a nação (...) tenha o respaldo, a proteção e a ativação de toda a força da sociedade venezuelana" diante de "qualquer ataque" contra o país, lembrando que, "diante de uma ameaça, é obrigação de qualquer pessoa - seja ela autoridade ou não - defender a pátria".
COESÃO E CAPACIDADE TOTAL
Anteriormente, Maduro se vangloriou do grau de unidade e preparação das forças armadas venezuelanas e afirmou que sua capacidade de enfrentar possíveis desafios à segurança e à estabilidade do país é "plena".
"Hoje temos uma força militar coesa com plena capacidade de mobilização para preservar a paz, a estabilidade, a integração e a soberania. Em perfeita simbiose com o Sistema de Defesa Territorial, a FANB (Força Armada Nacional Bolivariana) permanece vigilante, pronta para proteger cada canto da Venezuela", afirmou o presidente em uma mensagem compartilhada no Telegram.
Nessa linha, Maduro acrescentou que "somente por meio de lealdade e compromisso inabaláveis é que a pátria pode ser salvaguardada" e fez um apelo não apenas aos seus compatriotas, mas também aos demais países do Caribe para que "trabalhem juntos pela paz na região".
"As portas da Venezuela estão abertas à cooperação conjunta com outros países para proteger os territórios do Mar do Caribe. Sempre trabalharemos pela paz, pela soberania. Somos todos guerreiros, guerreiros da luz, guerreiros de Bolívar", acrescentou, enfatizando que está disposto a fazer "tudo" pela paz, "mas com dignidade, soberania e com nossas riquezas intactas".
Essas declarações foram feitas depois que o próprio Maduro anunciou na terça-feira que seu governo estava considerando declarar um "estado de comoção externa" para responder a "ameaças e agressões" dos Estados Unidos, em meio à escalada de tensões entre os dois países desde o envio, semanas atrás, de embarcações militares de Washington para as águas do Caribe e os ataques subsequentes a vários barcos supostamente carregados de drogas que deixaram pelo menos 14 pessoas mortas.
O referido instrumento, que está contemplado no artigo 338 da Constituição venezuelana, permitiria ao governo - se promulgado - ativar mecanismos de proteção e restringir certos direitos temporários.
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