Publicado 27/03/2025 07:35

Macron e Trump falam ao telefone antes da cúpula de líderes em Paris

Starmer adverte que Putin "não está falando sério" sobre as negociações de paz

27 de março de 2025, Paris, Ile-De-France (Região, França): Chegada do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para a reunião sobre paz e segurança para a Ucrânia, dando as boas-vindas a vários chefes de Estado e de governo, no Palácio do Eliseu, 26 de
Europa Press/Contacto/Julien Mattia

MADRID, 27 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente francês Emmanuel Macron conversou por telefone com seu colega norte-americano Donald Trump antes do início da cúpula que reúne cerca de 30 líderes em Paris na quinta-feira para adotar algum tipo de abordagem comum para o conflito na Ucrânia.

O Eliseu confirmou esse contato entre Macron e Trump, que ocorreu depois que o presidente francês recebeu na quarta-feira o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que foi convidado para a cúpula extraordinária na quinta-feira. De fato, antes do início do segundo dia, Macron e Zelenski tiveram uma "breve" reunião bilateral.

O presidente francês e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, lideram esse formato batizado de "coalizão dos dispostos" e que surgiu na esteira dos últimos esforços diplomáticos lançados por Trump para tentar chegar a algum tipo de trégua na Ucrânia, no âmbito da qual Washington também conversou com Moscou.

Starmer enfatizou que, "ao contrário do presidente Zelensky", o russo Vladimir Putin "demonstrou que não leva a sério as negociações", pois suas forças continuam a realizar "ataques devastadores", apesar do progresso teórico no diálogo. "Suas promessas são vazias", disse ele, de acordo com Downing Street.

O primeiro-ministro britânico, que reconheceu o "papel de liderança" do governo Trump, enfatizou que "a Europa está se preparando para desempenhar seu papel na defesa do futuro da Ucrânia".

Nessa linha, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, enfatizou que "a melhor maneira de apoiar a Ucrânia é ser consistente com o objetivo de alcançar uma paz justa e duradoura", o que, em sua opinião, significa, no momento, "manter a pressão" sobre a Rússia por meio de sanções.

"Estamos trabalhando para fortalecer a segurança da Ucrânia e da Europa como um todo", enfatizou a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que aproveitou a oportunidade para defender o plano de rearmamento proposto por Bruxelas com o objetivo de tecer um projeto comum de longo prazo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado