Europa Press/Contacto/Julien Mattia
MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira que ordenou o reforço do arsenal nuclear francês e advertiu que o utilizará caso os “interesses vitais” do país estejam em jogo, num momento de “incerteza”, após o aumento das tensões no Oriente Médio.
Macron afirmou que nunca “hesitará em tomar as decisões necessárias para proteger” os “interesses vitais” da França. “Se usássemos nosso arsenal, nenhum Estado, por mais poderoso que fosse, poderia evitá-lo. Nenhum, por maior que fosse, se recuperaria”, disse o presidente.
“Neste mundo perigoso e instável, para ser livre é preciso ser temido”, destacou o presidente francês durante um discurso na Île Longue, em Brest, no qual enfatizou a ideia de desenvolver na Europa uma dissuasão nuclear “avançada” diante da “combinação de ameaças” que pairam sobre o continente.
Nesse sentido, ele afirmou que essa iniciativa “oferece a possibilidade de os parceiros participarem de exercícios de dissuasão nuclear” e explicou que até o momento oito países europeus aceitaram essa proposta, como Alemanha, Reino Unido, Polônia, Países Baixos, Bélgica, Grécia, Suécia e Dinamarca.
O presidente francês explicou ainda que isso ocorre em um contexto em que tanto a China quanto a Rússia estão “desenvolvendo sistemas de proteção cada vez mais sofisticados”, embora tenha afirmado que “não se trata de entrar em nenhuma corrida armamentista”. “Essa nunca foi a nossa doutrina”, destacou.
O presidente, que definiu a dissuasão nuclear como “a pedra angular” da estratégia de defesa da França, também anunciou durante o discurso que, em 2036, será lançado um novo submarino nuclear com mísseis balísticos que se chamará “L Invincible”.
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