Publicado 07/03/2025 04:02

Macron quer abordar "novas formas de cooperação" sobre dissuasão nuclear antes de meados de 2025

Defende os EUA e a França como "aliados leais e fiéis" após Trump questionar se a OTAN defenderá seu país no caso de um ataque

7 de março de 2025, Bruxelas, Bxl, Bélgica: Emmanuel Macron, presidente da França, fala à mídia durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas na quinta-feira, 6 de março de 2025, após a cúpula em que aprovaram um plano para fortalecer a defesa da Europa, c
Europa Press/Contacto/Wiktor Dabkowski

MADRID, 7 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente francês Emmanuel Macron expressou sua vontade de abordar "novas formas de cooperação" sobre "dissuasão nuclear" estendida aos aliados europeus antes do meio deste ano.

Durante uma coletiva de imprensa em Bruxelas, ele disse que está se dando até "o final do semestre" para ver "se novas formas de cooperação" podem surgir dentro da União Europeia para que outros países aliados possam se beneficiar da dissuasão nuclear da França.

"Vamos abrir uma fase de intercâmbio entre nossos técnicos, um diálogo que é tanto estratégico quanto técnico, que será seguido por intercâmbios em nível de chefes de Estado e de governo para ver, até o final do período de seis meses, se novas formas de cooperação podem surgir", explicou o líder francês no final da cúpula com a UE-27 sobre a Ucrânia.

Nesse sentido, Macron reiterou que "a prioridade é apoiar a Ucrânia em um prazo muito curto", considerando que a Rússia representa "uma ameaça existencial". Portanto, ele defendeu "o aumento de nossas capacidades de defesa e (...) a construção de capacidades de defesa autônomas para os europeus nos próximos anos".

O chefe do Eliseu descreveu seu homólogo russo, Vladimir Putin, como um "imperialista revisionista". "É uma contradição histórica: Napoleão fez conquistas e a única potência imperial que vejo agora na Europa se chama Rússia. Ele é um imperialista revisionista da história e da identidade dos povos", disse ele em declarações relatadas pela BFMTV.

O canal de televisão informou que Macron teve uma conversa telefônica com o chefe da Casa Branca, Donald Trump, no final da cúpula. Durante a coletiva de imprensa, o presidente francês lembrou que os Estados Unidos e a França "sempre estiveram presentes um para o outro".

"Somos aliados leais e fiéis", acrescentou, depois que seu homólogo norte-americano mencionou a França em uma declaração na qual questionou se os países da OTAN viriam em auxílio dos Estados Unidos em caso de ataque, conforme estabelecido em um dos artigos fundamentais da Aliança Atlântica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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