Publicado 20/01/2026 06:55

Macron propõe a Trump a realização de uma cúpula do G7 nesta quinta-feira em Paris, com a participação da Rússia

Archivo - Arquivo - 24 de julho de 2025, França, Paris: O presidente francês Emmanuel Macron dá as boas-vindas ao primeiro-ministro libanês Nawaf Salam antes da reunião no Palácio do Eliseu. Foto: Julien Mattia/Le Pictorium via ZUMA Press/dpa
Julien Mattia/Le Pictorium via Z / DPA - Arquivo

O encontro, se confirmado, seria o primeiro deste tipo desde o início da guerra na Ucrânia, após a invasão lançada em fevereiro de 2022 pela Rússia MADRID/BRUXELAS 20 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente da França, Emmanuel Macron, propôs ao seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, a convocação, nesta quinta-feira, em Paris, de uma cúpula do G7 com a participação da Rússia, o que seria a primeira vez que um encontro desse tipo ocorre desde o início da guerra na Ucrânia, desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão assinada pelo presidente russo, Vladimir Putin.

O próprio Trump publicou nas últimas horas uma mensagem que Macron lhe enviou colocando essa opção em discussão. “Posso marcar uma reunião do G7 em Paris depois de Davos, na quinta-feira à tarde. Posso convidar os ucranianos, os sírios e os russos à margem", diz o presidente francês na mensagem, cuja autenticidade foi confirmada por fontes próximas a Macron em declarações concedidas à Europa Press. "Esta mensagem privada é absolutamente real. Ela demonstra que o presidente francês defende a mesma linha em público e em privado”, destacaram essas fontes, que enfatizaram que Paris “está decidida a fazer com que a presidência (francesa) do G7 durante este ano seja um momento útil para contribuir para o diálogo e a cooperação”.

Precisamente nesta quinta-feira, está prevista uma reunião dos chefes de Estado e de Governo da UE em Bruxelas, a partir das 19h, em uma cúpula extraordinária convocada no domingo pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, para tentar coordenar a resposta do bloco às ameaças de Trump de se apropriar da Groenlândia.

Nesse contexto, fontes europeias esclarecem à Europa Press que a cúpula em Bruxelas continua de pé e que Macron confirmou sua presença na mesma. “Todos os Estados-membros concordam com a importância da reunião”, acrescentam as fontes.

O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, avaliou recentemente de forma positiva a intenção expressa por líderes europeus como Macron, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, ou o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, de retomar os contatos diplomáticos com a Rússia para discutir o fim da guerra na Ucrânia.

“Tomamos nota das declarações feitas nos últimos dias por vários líderes europeus, concretamente por Paris, Roma e até Berlim, por estranho que pareça, a favor da ideia de que, para alcançar a estabilidade na Europa, é necessário dialogar com os russos”, disse Peskov durante o dia 16 de janeiro, antes de enfatizar que essa postura representa uma evolução na posição do bloco europeu e “concorda plenamente” com a visão de Moscou.

Macron defendeu, no final de dezembro, que europeus e ucranianos encontrem um quadro que lhes permita “retomar as discussões” com Putin, enquanto Merz defendeu o restabelecimento de relações equilibradas com Moscou e Meloni defendeu que a União Europeia (UE) retome o diálogo direto com as autoridades russas para pôr fim à guerra na Ucrânia e propôs a nomeação de um enviado especial europeu para as negociações.

REJEIÇÃO ÀS EXIGÊNCIAS SOBRE A GROENLÂNDIA

A mensagem de Macron, revelada por Trump em sua conta no Truth Social, afirma ainda que Paris e Washington “estão absolutamente alinhadas na Síria” e que “podem realmente fazer algo no Irã”, embora ressalte que “não entende o que (o presidente americano) está fazendo na Groenlândia”, em referência às exigências dos Estados Unidos para anexar esse território.

Nesse sentido, as fontes citadas destacaram que “o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados não é negociável”, em referência à crise diplomática em torno da Groenlândia. “Nosso compromisso, como aliados da OTAN, com a segurança da região do Ártico continua intacto”, afirmaram, no contexto das críticas da França aos planos de Trump para este território dinamarquês.

O inquilino da Casa Branca endureceu o tom nas últimas semanas e exigiu que fosse reconhecida a entrega da soberania da Groenlândia aos Estados Unidos, chegando a colocar em cima da mesa a posição de recorrer a meios militares para o conseguir, o que tensionou as relações no seio da Aliança, da qual a Dinamarca já faz parte. Por último, essas fontes afirmaram que Paris “trabalha junto com os americanos” na Síria “em benefício da unidade e da integridade territorial da Síria e no respeito ao cessar-fogo, permanecendo fiel aos aliados na luta contra o Estado Islâmico”, ao mesmo tempo em que apontaram que a França “exige que as autoridades iranianas respeitem as liberdades fundamentais” e “está ao lado daqueles que as defendem”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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