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França apresenta “inúmeras contribuições” para a missão internacional no Estreito de Ormuz
MADRID, 13 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, propôs levar à ONU a iniciativa de uma missão militar internacional que garanta a navegação no estreito de Ormuz, de modo que o plano do Reino Unido e da França conte com um quadro e um mandato apoiados pela comunidade internacional, embora Paris insista que qualquer medida será tomada somente após o fim das hostilidades.
Em entrevista a vários meios de comunicação franceses no contexto de sua viagem ao Quênia, Macron propôs “lançar uma iniciativa na ONU” para estabelecer um “quadro” com vistas a acordar uma missão “totalmente neutra e pacífica”.
“Devemos conseguir a reabertura incondicional e sem restrições de Ormuz, desmantelando todos os bloqueios e mantendo efetivamente esse diálogo de exigência em relação ao Irã”, afirmou, ao mesmo tempo em que criticou a “escalada nas declarações” por parte de Washington e Teerã.
Essas declarações ocorrem paralelamente à cúpula virtual dos ministros da Defesa da coalizão de 40 países que trabalham para organizar o destacamento militar no Estreito de Ormuz, com o objetivo de escoltar navios mercantes e garantir a livre navegação quando a guerra terminar.
Após o encontro, a ministra da Defesa da França, Catherine Vautrin, afirmou que há “inúmeras” novas contribuições previstas para a operação, embora tenha evitado detalhá-las. “Importante apoio de nossos parceiros aos grandes princípios da iniciativa: operação defensiva, em conformidade com o direito internacional e coordenada com as partes interessadas”, expôs sobre o resultado da reunião.
Do lado da França, foi confirmado que o porta-aviões ‘Charles de Gaulle’ e seu grupo aeronaval já estão posicionados na região, visando sua participação na eventual missão. De qualquer forma, em declarações à emissora LCI, ele reiterou que a missão não visa “em hipótese alguma ameaçar o Irã” e enfatizou que “não haverá nenhuma ação no estreito enquanto não houver uma redução da tensão”.
POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DA ITÁLIA E DA AUSTRÁLIA
Por enquanto, poucos países confirmaram sua contribuição para a missão liderada por Paris e Londres; o ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, insistiu que o objetivo comum continua sendo que, “o mais rapidamente possível” e por meio de uma ação coordenada, se retorne às “condições de estabilidade e normalidade na navegação marítima na zona de Ormuz”.
Seu colega de gabinete, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, destacou perante o Parlamento “o compromisso do governo com a paz”, sinalizando que a Itália está disposta a participar da coalizão internacional “somente após o cessação definitiva das hostilidades”.
Por sua vez, a Austrália anunciou que se juntará a uma missão “estritamente defensiva” liderada pela França e pelo Reino Unido, após o ministro da Defesa australiano, Richard Marles, indicar que o país “está disposto a apoiar uma missão militar multinacional independente e estritamente defensiva”.
Enquanto isso, o Reino Unido, que lidera a iniciativa, já sinalizou que enviará para a missão drones, aviões de combate e o contratorpedeiro “HMS Dragon”, bem como equipamentos antiminas, após ter destacado para o Oriente Médio, nos últimos dias, este avançado navio de guerra, considerado a espinha dorsal da Marinha Real Britânica.
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