MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente francês, Emmanuel Macron, propôs nesta sexta-feira iniciar “consultas entre parceiros europeus” com vistas a um “pensamento estratégico de longo prazo” que permita à Europa se tornar uma potência geopolítica mais “forte” e independente. “É terrível que não acreditemos em nós mesmos. Todos deveriam se inspirar em nós, em vez de nos criticar constantemente e tentar nos dividir”, afirmou durante a Conferência de Segurança de Munique, onde exortou a construção de “uma Europa mais forte”.
O presidente afirmou que a Europa tem sido criticada por ser uma “construção envelhecida, lenta e fragmentada”, com “uma economia superregulamentada e apática que rejeita a inovação”, bem como por ser “um continente repressivo onde a expressão não é livre”.
Nesse sentido, Macron sublinhou que, se a Europa quer estar numa posição “de força”, deve “desenvolver ativamente” as suas capacidades em matéria de defesa, incluindo os “ataques de precisão”, no meio das negociações com a Rússia para alcançar um acordo de paz na Ucrânia.
Por outro lado, reiterou que “não haverá paz sem os europeus” e que, caso seja alcançado um acordo para cessar as hostilidades, “a Europa deverá definir as regras de coexistência com a Rússia”.
Com estas palavras, o presidente francês enfrentou assim as críticas feitas pelos Estados Unidos na sua doutrina de política externa, na qual aludia à “falta de autoestima” da Europa e à ameaça de “apagamento” que atualmente afeta a “civilização europeia”.
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