Europa Press/Contacto/Julien Mattia
MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu o "endurecimento" da posição da União Europeia em relação a Israel se não houver uma resposta deste país "à altura" para resolver a situação humanitária "insustentável" na Faixa de Gaza, o que abre a porta para a suspensão do Acordo de Associação ou mesmo a imposição de punições.
"Se não houver uma resposta adequada à situação humanitária nas próximas horas ou dias, obviamente teremos que endurecer nossa posição coletiva", disse ele, em uma aparição de Cingapura na qual descreveu o cuidado e a proteção dos civis palestinos como uma "prioridade".
O líder francês deu a entender a possibilidade de suspender o Acordo de Associação, que a UE se comprometeu a revisar por iniciativa da maioria de seus estados-membros. De acordo com Macron, é uma questão de aplicar "as regras que estabelecemos para nós mesmos" e que incluem a paralisação de "processos que pressupõem o respeito aos direitos humanos".
Por outro lado, ele levantou mais uma vez a possibilidade de reconhecer a Palestina como um Estado, algo que, em sua opinião, é tanto "um dever moral" quanto uma "exigência política". A França pressionou por uma conferência a ser realizada em junho na ONU para defender a solução de dois Estados, mas deixou no ar se tomará ou não essa medida em curto prazo.
Macron, no entanto, levantou certas condições em seu discurso, referindo-se, por exemplo, à libertação de todos os reféns ainda mantidos em Gaza, à "desmilitarização" do Hamas, à reforma da Autoridade Palestina e ao estabelecimento de uma "arquitetura de segurança" que englobe toda a região.
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