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MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente francês Emmanuel Macron atribuiu as últimas declarações de seu homólogo norte-americano, Donald Trump, contra o russo Vladimir Putin à "raiva", mas agora "deseja" que esse desconforto público "se traduza em ação".
Trump disse no domingo que Putin "ficou absolutamente louco" e "está matando desnecessariamente muitas pessoas" na Ucrânia, em mais um sinal de desconforto com os ataques incessantes e a falta de progresso no processo de diálogo entre as partes.
De acordo com Macron, que falou com a imprensa durante uma visita ao Vietnã, Trump percebeu que Putin "mentiu" para ele, depois de dizer que "estava pronto para a paz". Nesse sentido, ele pediu mais uma vez ao líder russo que aceite a entrada em vigor de um cessar-fogo "o mais duradouro possível".
Macron é, inclusive, favorável à fixação de "um prazo" para que Putin comece a implementar um cessar-fogo, sob a ameaça de "represálias maciças" contra a Rússia caso não tome medidas firmes para pôr fim ao atual conflito. "O que está acontecendo na Ucrânia é inaceitável e extremamente grave", disse ele.
Em relação à guerra comercial iniciada por Trump, marcada nas últimas horas pela decisão de adiar até julho o imposto de 50% sobre os produtos europeus, o líder francês destacou que, embora possam existir "desequilíbrios", estes "não podem ser corrigidos com tarifas".
Nesse sentido, ele alertou que a "incerteza" permanente também poderia incentivar uma desaceleração no investimento.
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