Europa Press/Contacto/Jintak Han
MADRID, 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu que o cessar-fogo de doze dias acordado entre o Irã e os Estados Unidos se estenda ao Líbano, onde pelo menos 250 pessoas morreram em ataques de Israel somente nesta quarta-feira, após manter conversas com seus homólogos iraniano e norte-americano, Masud Pezeshkian e Donald Trump, respectivamente.
"Manifestei minha esperança de que o cessar-fogo seja plenamente respeitado por todas as partes beligerantes, em todas as zonas de confronto, incluindo o Líbano. Esta é uma condição necessária para que o cessar-fogo seja credível e duradouro. Deve abrir caminho para negociações globais capazes de garantir a segurança de todos no Oriente Médio”, declarou nas redes sociais.
O chefe do Eliseu, que transmitiu a Pezeshkian e Trump que “sua decisão de aceitar um cessar-fogo era a melhor possível”, assinalou em seguida que qualquer acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio “deverá abordar as preocupações suscitadas pelos programas nucleares e de mísseis balísticos do Irã, bem como sua política regional e suas ações que dificultam a navegação pelo estreito de Ormuz”.
“É assim que se pode construir uma paz sólida e duradoura, com o apoio de todos aqueles que possam contribuir para ela. A França desempenhará plenamente seu papel, em estreita coordenação com seus parceiros do Oriente Médio. Foi isso também que abordei hoje em minhas conversas com os líderes do Catar, dos Emirados Árabes Unidos, do Líbano e do Iraque”, defendeu.
Pezeshkian, por sua vez, defendeu que o estabelecimento de um cessar-fogo no Líbano é uma das “condições-chave” do plano de seu país para pôr fim a um conflito iniciado há mais de um mês, na sequência da ofensiva lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra território iraniano.
Nesse sentido, ele transmitiu ao presidente francês que o papel da França como um dos garantes do acordo de cessar-fogo alcançado entre o partido-milícia xiita Hezbollah e Israel em novembro de 2024 “é importante neste momento”.
O líder iraniano também quis lembrar a Macron que a aceitação do cessar-fogo por parte de Teerã é uma “clara demonstração de sua responsabilidade e de sua firme vontade de resolver os conflitos pela via diplomática”, segundo a agência de notícias iraniana ISNA.
O Exército de Israel intensificou seus ataques contra o Líbano, deixando mais de 250 mortos e 1.100 feridos, coincidindo com o anúncio de uma trégua de doze dias entre os Estados Unidos e o Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e a Casa Branca afirmam que o acordo não inclui o Líbano, contrariando o que foi declarado pelas autoridades do Paquistão, país que se erigiu como mediador e que sediará conversas entre Washington e Teerã neste fim de semana.
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